Editorial

O terapêutico Outubro Rosa

Dirigida a toda a sociedade, em especial às mulheres, a Campanha Outubro Rosa enfatiza a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Este tipo de câncer quando identificado em estágios iniciais, com lesões menores, possibilita um percentual de cura bastante elevado. O câncer de mama é o segundo mais frequente no mundo, sendo as mulheres com mais de 35 anos aquelas com maior propensão. Mas pode atingir também mulheres mais jovens e, inclusive, os homens.

A importância da conscientização e mobilização social está diretamente relacionada aos  cuidados preventivos que possibilitam o diagnóstico precoce, favorecendo o tratamento e a cura. Durante o mês de Outubro, tanto no Brasil como em todo o mundo, são realizadas diversas atividades promovidas pelo poder público, entidades, profissionais de saúde, instituições e pelas comunidades. Nos locais onde há ações da Campanha, também são fornecidas informações e apoio às pessoas afetadas pelo câncer de mama.

IDELT, engajado e apoiando a Campanha, também disponibiliza informações. Consulte-nos!

A ênfase na prevenção é para que a doença não venha a se instalar.  O caminho preventivo inclui que, especialmente as mulheres, se examinem apalpando periodicamente suas mamas seja no banho, enquanto trocam de roupa ou em outras situações do dia a dia. E, caso notem alguma alteração ou ‘caroços’, dirijam-se rapidamente aos serviços de saúde para uma consulta específica.

Muitas vezes por falta de orientação, restrições educacionais ou por vergonha, as pessoas olham pouco para seus corpos. Mas, é importante que as pessoas conheçam mais o seu corpo para melhor cuidarem dele. Porque é o nosso corpo – no final das contas -, que sofre e responde aos problemas e angústias do dia a dia. Seja física ou mental, na alma ou no espírito.

Quando enfrentamos problemas, situações difíceis e estressantes, nosso corpo reage. A respiração fica difícil, o intestino para de funcionar, dá um nó no estômago, surgem dores de cabeça, resfriados e lesões na pele. Indicam que há um processo de transferência para nosso corpo daquilo  que a nossa mente deveria suportar. E nosso corpo ‘fala’!

O coração bate descompassado quando não somos amados. O fígado padece se a raiva não é expressa. A dor de estômago surge quando não mais conseguimos engolir a ansiedade ou o mal que os outros nos fazem. Quando a pessoa endurece o coração, as articulações ficam rígidas. A visão piora porque não conseguimos enxergar os problemas. Quando não somos ouvidos, nossa voz some. A pressão sobe sob o peso que nos esmaga no dia a dia.

Afora fatores hereditários e problemas fisiológicos, acabamos por provocar mudanças no corpo ao vivenciar situações emocionais adversas que desencadeiam sintomas físicos. O que varia é a intensidade e a frequência com que acontecem. De início os transtornos são ocasionais, mas com o passar do tempo podem se tornar crônicos.

Em geral o corpo manifesta em forma de doença os conflitos emocionais e psicológicos. Arrimo de família, trabalhando duro, gerando filhos em meio a situações incertas e sem amparo familiar, expostas ao extremo ao bombardeio da mídia, mais sujeitas à violência de todo o tipo, o ataque à sensível feminilidade da mulher vai diretamente para suas mamas. E em seguida para o útero e os ovários.

As mulheres sofrem com o preconceito e a desvalorização. Com a vulgarização da sexualidade. Com a exposição e exploração do corpo feminino que reduz a mulher a um objeto de desejo a ser consumido ou maltratado. E quando ela não se assemelha aos padrões estereotipados da mídia, é solenemente ignorada ou simplesmente abandonada por seus parceiros.

Se há remédio para a cura dos males da alma que afetam o corpo, com certeza, a receita inclui respeito, bem querer, amor e delicadeza. No trato cotidiano com todos os seres humanos. Em particular com as mulheres. Com boa dose de companheirismo, compreensão e afeto.

 

 

 

 

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