Brasil em Números

Redução de acidentes: Compromisso permanente

Em seu conjunto, os dados apontam redução real como resultado de medidas preventivas, dentre as quais se podem destacar a ‘Lei Seca’, conscientização da importância do uso do cinto de segurança, aumento da fiscalização e monitoramento de vias durante o período, em operação conjunta das polícias federal e estaduais de trânsito.

Também, conforme dados, o número de mortes registradas foi menor. Morreram 83 pessoas a menos que em 2012 entre o Natal e o Ano Novo, dentre um número expressivo de vítimas:

 

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Mas, se foi possível tomar estas medidas no final de ano, sendo isso digno de nota, por que não mantê-las durante todo o ano? Pelo menos nos feriados prolongados… Se o vilão responsável pela desarticulação permanente for o custo da operação, que tal buscar-se medidas integradoras, não se de esforços, como de recursos?Fonte: Polícia Rodoviária Federal

As deseconomias geradas pelos acidentes são tremendas. Estudo recente do IPEA aponta que os custos desdobrados dos acidentes giram em torno de 40 bilhões de reais ano (sic!), quando somadas as despesas de danos ao patrimônio, hospitalares e previdenciárias  (quando há vítimas) e no caso também de lesões permanentes, perda do potencial econômico do acidentado. “Os gastos da Previdência Social com benefícios decorrentes de acidentes de trânsito somaram R$ 12 bilhões no ano passado ante R$ 7,8 bilhões em 2011”. (Jornal Valor Econômico, 22/01/2014).

Somam-se aos custos dos acidentes outros recorrentes gerados pela precariedade das infraestruturas, estradas ruins e mal sinalizadas que, além dos acidentes, consomem grande parte de tempo e energia de condutores e caminhoneiros, oneram o transporte de cargas, prejudicam o abastecimento das cidades e a exportação, aumentando perdas e multiplicando prejuízos.

Também se afirma que os carros vendidos por aqui, que não passam nos padrões de segurança europeus, são verdadeiras armadilhas letais sobre rodas. Todos esses fatores aumentam os riscos, mas a maior razão para o massacre no trânsito é que nós, brasileiros, dirigimos muito mal. Mais de 95% dos desastres viários no país são o resultado de uma combinação de irresponsabilidade e imperícia. O primeiro problema está relacionado à ineficiência do poder público na aplicação das leis e à nossa inclinação cultural para burlar regras. O segundo tem sua origem no foco excessivo em soluções arrecadatórias para o trânsito – multas, essencialmente – e quase nenhuma atenção à formação de motoristas e pedestres” (Revista Veja, Dez.2013).

Com este conjunto desfavorável de fatores, não se pode esperar outros resultados. Há responsabilidade do poder público em fazer com que os investimentos se concretizem e revertam na segurança do cidadão. Há responsabilidade da fiscalização na eficácia do cumprimento da função de modo a educar, coibir e penalizar motoristas e pedestres quando colocam em risco a vida de outros. E, mais do que axioma, é preciso que a sociedade cobre rigor no exercício da função pública em área de essencial importância.

Enquanto isto não acontece, aqui vai um conjunto de recomendações que, embora conhecidas por todos, não custa relembrar para que se refresque a memória para delas se lembrar quando estiverem ao volante:

  • Conhecer e respeitar as leis de trânsito e a sinalização
  • Não beber ou consumir drogas antes de dirigir
  • Não usar o celular ou ler e enviar mensagens de texto
  • Usar permanentemente o cinto de segurança
  • Não andar acima da velocidade permitida
  • Não ultrapassar em curvas ou trechos da via com sinalização proibitiva
  • Não deixar de ligar a seta quando for trocar de faixa
  • Não dirigir colado no veículo da frente
  • Estar sempre alerta e preparado para lidar com situações adversas
  • Não dirigir se consumir medicamentos fortes, se tiver sono, cansaço ou alteração emocional
  • Evitar discussões e brigas dentro do veículo em movimento e com outros condutores
  • Reduzir a velocidade em condições de chuva, neblina ou fumaça
  • Não ligar o ‘pica alert’ enquanto o veículo estiver em movimento
  • Usar ‘farol baixo’ quando cruzar com veículos em sentido contrário
  • Redobrar a atenção quando dirigir à noite
  • Não danificar as placar de sinalização
  • Fazer a adequada manutenção do veículo
  • Utilizar os princípios da direção defensiva

Dentre os propósitos para o ano que se inicia, que tal incluir estes e assumir o compromisso em coloca-los em prática?

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