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	<title>Arquivo de Editorial - IDELT</title>
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	<description>Instituto de Desenvolvimento, Logística, Transporte e Meio Ambiente</description>
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	<title>Arquivo de Editorial - IDELT</title>
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	<item>
		<title>A apropriação do Território Urbano!</title>
		<link>https://idelt.org.br/a-apropriacao-do-territorio-urbano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[IDELT]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 13:11:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As relações que as pessoas estabelecem com o espaço e como dele se apropriam é o que molda diretamente a forma como esse território se constitui. Em um processo continuamente dinâmico e nem sempre organizado ou controlado, o espaço urbano vai assumindo novas e variadas formas. Em um tempo em constate e acelerada transformação, as [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As relações que as pessoas estabelecem com o espaço e como dele se apropriam é o que molda diretamente a forma como esse território se constitui. Em um processo continuamente dinâmico e nem sempre organizado ou controlado, o espaço urbano vai assumindo novas e variadas formas.</p>
<p>Em um tempo em constate e acelerada transformação, as cidades vão construindo sua identidade em face de uma realidade cada vez mais complexa, dando a impressão de confronto entre forças que buscam diferentes usos do território.</p>
<p>Constitui uma dinâmica que vai amalgamando movimentos que revelam permanências, transformações, deteriorações, revitalizações e novos formatos de acordo com os valores adotados por grupos sociais ou interpostos por leis e decretos que acabam por alterar a paisagem.</p>
<p>Quando se vê, não mais se pode observar as mesmas praças, mesmas casas, mesmos comércios, igrejas, escolas, hospitais ou logradouros que se via até a algumas poucas décadas. Sensação de que o tempo se passa em passo cada vez mais acelerado, fruto de novos métodos construtivos, novas tecnologias, novos interesses, novas relações, nem sempre declarados, que vão desconstruindo e edificando novas realidades e paisagens. Aquela esquina não é mais a mesma; não me encontro mais neste lugar tão familiar onde resido e me movo há muitos anos!</p>
<p>As atividades urbanas possuem grande capacidade de adaptação e plasticidade, adaptando-se às demandas e interesses sociais.  Cada vez menos se observa a ação do poder público como regulador e mediador das relações urbanas. Essa ausência crescente vai dando lugar ao aleatório, ao desregrado e ao mal feito.</p>
<p>De um lado, a segregação espacial entre grupos sociais se torna intensa. Surgem novas tendências de reintegração e de reapropriação dos espaços, em geral públicos, por diferentes setores. Populações mais pobres ocupam locais cada vez mais distantes do centro, onerando os tempos de deslocamento para atividades produtivas, tornando inviável para estes, outros usos da cidade. Força-se seu confinamento e se acaba por isolar comunidades inteiras que se tornam presa fácil de interesses obscuros.</p>
<p>Os mais ricos se isolam por si mesmos. Seu habitat, agora, inclui empreendimentos imobiliários que oferecem a conveniência de morar, trabalhar, fazer compras e desfrutar de lazer num só lugar, prescindindo do uso da própria cidade. Os condomínios fechados, por segurança, passam a ser também atraentes para grupos sociais menos abastados. Instala-se, desta forma, novas circunstâncias que não facilitam o acesso aos serviços (públicos os não), às áreas comerciais e demais áreas públicas da cidade.</p>
<p>De forma crescente as fraturas urbanas se avolumam pela tipologia habitacional, pela segregação social e cultural, por razões econômicas e de classe social. A cidade se fragmenta e se desfaz. Deixa de expressar possibilidades, enclausura bairros, gerando múltiplas barreiras difíceis de serem vencidas.</p>
<p>O conjunto de elementos da cidade, multifacetado, multifuncional e interpessoal, com edifícios, ruas, praças e outros componentes humanizados que vão se moldando com o tempo pela ação humana, refletindo aspectos históricos, sociais, culturais e afetivos vão cedendo. Desconstruídos, dificultam a interação entre grupos sociais distintos e o acesso aos espaços públicos, borrando a integração urbana original, de forma indelével.</p>
<p>A omissão e ausência do poder público na organização urbana resulta em uma série de graves problemas sociais, ambientais e econômicos, que comprometem a qualidade de vida e a segurança da população. Constitucionalmente, a responsabilidade pela organização e planejamento das cidades é da municipalidade, administradores e câmaras municipais, que devem garantir a função social da cidade e o bem-estar coletivo.</p>
<p>Porque pouco ou nada fez no tempo determinado, ao poder público, em breve, pouco ou quase nada restará fazer!</p>
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		<item>
		<title>Vê</title>
		<link>https://idelt.org.br/ve/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[IDELT]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2025 17:08:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ah! Que voltem as flores&#8230;   “Vê, estão voltando as flores Vê, nessa manhã tão linda Vê, como é bonita a vida Vê, há esperança ainda Vê, as nuvens vão passando Vê, um novo céu se abrindo Vê, o sol iluminando Por onde nós vamos indo&#8230;” &#160; Paulo Soledade é o compositor da marcha-rancho &#8220;Estão Voltando [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ah! Que voltem as flores&#8230;</strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>“Vê, estão voltando as flores</em></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Vê, nessa manhã tão linda</em></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Vê, como é bonita a vida</em></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Vê, há esperança ainda</em></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Vê, as nuvens vão passando</em></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Vê, um novo céu se abrindo</em></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Vê, o sol iluminando</em></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Por onde nós vamos indo&#8230;”</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Paulo Soledade</strong> é o compositor da marcha-rancho &#8220;<em>Estão Voltando as Flores</em>&#8220;. Esta maravilha foi composta em 1960, por ocasião da recuperação de enfermidade que quase lhe custou a vida. Desenganado, depois de longa recuperação, abriu os olhos numa manhã esplendorosa de dezembro de 1960. Sem violão nem nada, em quinze minutos &#8211; contou para os amigos -, nasceu a melhor composição do autor de “<em>Estrela do Mar</em>” &#8211; sucesso na voz de Dalva de Oliveira -, entre outras parcerias de sucesso, como a feita com Vinicius de Moraes para o projeto “<em>A Arca de Noé</em>”. Versos singelos que expressavam a gratidão e alegria do compositor, recuperado de delicada cirurgia, a música nasceu pronta e se tornou um hino de redenção, misto de alívio e determinação de viver, “<em>Vê, como é bonita a vida/ Vê, há esperança ainda&#8230;</em>”. Pela minúscula gravadora Mocambo, dois anos depois, a voz grave e melodiosa da carioca Helena de Lima ecoava nas rádios do Brasil inteiro, tornando a canção no maior sucesso de 1962. Um clássico atemporal, conforme o site esquinamusical.com.br.</p>
<p>Nosso compositor nasceu <strong>Paulo Gurgel Valente do Amaral Soledade</strong> em 1919, em Paranaguá. Desde cedo tornou-se membro da escola mais galante dos cariocas honorários. Com cerca de 20 anos fez teatro com Ziembinsky, ajudou a fundar o famosíssimo Clube dos Cafajestes, além de compor seu hino. Depois, entrou na Força Aérea. Em 1942 foi para os Estados Unidos, fez curso em aviões de caça e voltou -pasme!- como tenente da Força Aérea americana. Desistiu da carreira de comandante na aviação civil, que abandonou sete anos depois, por problemas de saúde. Foi homem da noite, montando a famosa casa Zum Zum, que abrigou os primeiros ícones da bossa-nova no início dos anos 60. Seu repertório é pequeno, porém estupendo. &#8220;Estão voltando as flores&#8221; é de 1961. Em 1952, com Marino Pinto, compôs &#8220;Estrela do mar&#8221; (&#8220;um pequenino grão de areia, que era um pobre sonhador&#8230;) Em 1954, com Vinícius de Morais, compôs &#8220;Poema dos olhos da amada&#8221;, tão espessamente romântico que parecia até Tom Jobim daqueles anos. Em 1956 compôs &#8220;São Francisco&#8221;, também com Vinícius, que viria a se popularizar no início dos anos 80. Em 1949, com Fernando Lobo, em homenagem a um companheiro da Aeronáutica que morrera, compôs &#8220;Ô zum zum zum zum zum, está faltando um&#8221;, como quer Luís Nassif, a quem parafraseio e copio.</p>
<p>Adverte, nesses dias, que para os brasileiros de profissão esperança, os oito versos de &#8220;<em>Estão voltando as flores</em>&#8221; continuam a ser símbolo de um povo que pode perder batalhas, mas não perde a fé. Que comandantes militares podem ser poetas, que governos precisam ser mais humanos, comprometidos com seu povo, com desenvolvimento e progresso do país e da nação, sem proselitismo.</p>
<p>Significado que se aprofunda tomando cada palavra como um reflexo de nossa própria experiência de superação mesmo depois de períodos tenebrosos.</p>
<p>Convite para enxergar beleza e novas possibilidades nas diferenças de opinião, práticas sociais e políticas. Convite para valorizar a vida, individual e coletiva, valorizando a capacidade de recomeçar.</p>
<p>Nesta manhã tão linda saio pra lida. Olho e vejo um céu magnífico, manhãs de setembro! Profusão de flores, cheiros e cores se abrindo. Destaque particular para os ipês, principalmente os amarelos.</p>
<p>Que se abram os céus e nos ilumine o sol, para onde e por onde nós vamos indo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Cultura, Sociedade e Educação</title>
		<link>https://idelt.org.br/cultura-sociedade-e-educacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[IDELT]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2025 23:23:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>São muitas e diversas as abordagens do termo cultura. O mais comum quando se pensa em cultura é, de imediato, as pessoas se remetem à música, literatura, cinema, artes plásticas e dança, entre outras manifestações culturais. Vale dizer que se entende a cultura a partir de suas expressões artísticas, o que é sem dúvida alguma, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>São muitas e diversas as abordagens do termo <strong>cultura</strong>. O mais comum quando se pensa em cultura é, de imediato, as pessoas se remetem à música, literatura, cinema, artes plásticas e dança, entre outras manifestações culturais. Vale dizer que se entende a cultura a partir de suas expressões artísticas, o que é sem dúvida alguma, uma forma imediata de reconhecer os traços culturais de uma determinada sociedade.</p>
<p>Há também quem aborde o termo cultura &#8211; da palavra latina <em>&#8220;colere&#8221;</em>, cujo significado é cultivar -, como uma infinidade de habilidades desenvolvidas durante o percurso da existência humana. Práticas civilizatórias, construídas ao longo da existência humana, necessárias à sobrevivência, considerando-se que a cultura pode ser concebida como tudo que o homem produz. Um conjunto de crenças, valores, costumes, artefatos, estágios, leis e normas de uma sociedade. O termo se associa ao que foi produzido pelos seres humanos ao longo do tempo, tendo formado os valores e modo de vida de sociedades determinadas.</p>
<p>Conceituado o termo de forma mais ampla, se pode compreender sua expressiva importância nas relações sociais, sendo possível reconhecer sua influência que pode vir a permitir a preservação de grupos sociais, detentores de características que se manifestam no cotidiano, no comportamento social e nas produções físicas e imateriais.</p>
<p>Assim, constituem um conjunto de práticas específicas que podem expressar posição social ou cultural por meio de condutas cerimoniais, manifestas em procedimentos de etiqueta social, normas e comportamentos esperados em determinados ambientes, caracterizando algumas práticas como mais cultas que outras. Em determinadas épocas houve sociedades que partilharam uma visão hierarquizada da cultura, ao pensá-la como um conjunto de práticas do que há de melhor e de mais avançado em uma sociedade, sendo esse conjunto exclusivo de apenas alguns grupos sociais.</p>
<p>De todo modo, do ponto de vista sociológico, o termo cultura é um conceito abrangente, que abarca ideias, comportamentos, manifestações artísticas, gastronômicas, literárias, esportivas, entre outras, resultantes do convívio e interação entre indivíduos em uma sociedade.</p>
<p>Então, pode-se dizer que, para que exista uma cultura, é necessário que exista uma sociedade. Ou seja: não é possível existir uma sociedade sem uma cultura própria, não sendo possível compreender uma cultura fora de sua sociedade.</p>
<p>A cultura não é homogênea ou estática. Os diferentes entendimentos que surgem resultam da movimentação dos grupos que compõem a sociedade. Portanto, embora se mantenham elementos tradicionais, em todo tempo a sociedade está em transformação, seja por processos internos, seja pela influência de diferentes sociedades que entram em contato e passam a absorver rudimentos umas das outras.</p>
<p>Cada vez mais as mudanças culturais se intensificam e se aceleram. As facilidades na comunicação latu senso, permitidas pelos avanços tecnológicos, propiciaram uma proximidade no contato entre as diferentes culturas como nunca na história, seja físico ou virtual.</p>
<p>Em face disso, para manter sua identidade social, os indivíduos necessitam perceber a sua cultura para poder assimilá-la, o que reforça a necessidade de um aprendizado social, por meio das ações educacionais (e da Escola), que favoreçam o preparo das pessoas para o desempenho de papéis sociais positivos promotores de melhoria da qualidade de vida – função primordial da escola.</p>
<p>Em decorrência, o encontro entre a cultura e a sociedade transcende e transforma o papel atribuído à educação. É na escola que se aprimora o entendimento de lugar social que a criança carrega desde os valores transmitidos por seu núcleo familiar. Pode vir a ser essencial para preencher lacunas eventuais do processo de socialização, fazendo a transição entre família, escola e sociedade. A criança passa a utilizar elementos culturais para expandir sua forma de viver, seus relacionamentos com os demais, também portadores de ricos processos socais diversos.</p>
<p>Por conseguinte, a família e a escola são os principais responsáveis por transmitir e manter a cultura em sociedade. permitindo que os elementos culturais auxiliem na formação de melhores cidadãos conhecedores do contexto e que estão inseridos.</p>
<p>Assim como, a sociedade como um todo, tem a responsabilidade de zelar pelo acesso a uma educação de qualidade. Bem como em promover, de forma concreta e objetiva, melhores condições de vida a cada cidadão.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ver de perto&#8230;</title>
		<link>https://idelt.org.br/ver-de-perto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[IDELT]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 05:06:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste mês de março, as águas que fecham o verão, vieram vigorosas e cheias de ventos! Acabaram por castigar inúmeras localidades brasileiras, deixando após sua passagem um rastro triste de cheias e enchentes, pessoas desabrigadas e até mesmo alguns óbitos, casas alagadas, carros inutilizados e árvores destruídas. No ambiente rural, plantações foram devastadas e terras [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste mês de março, as águas que fecham o verão, vieram vigorosas e cheias de ventos! Acabaram por castigar inúmeras localidades brasileiras, deixando após sua passagem um rastro triste de cheias e enchentes, pessoas desabrigadas e até mesmo alguns óbitos, casas alagadas, carros inutilizados e árvores destruídas.</p>
<p>No ambiente rural, plantações foram devastadas e terras férteis transformadas em lamaçais, afetando a subsistência de agricultores. Já nas áreas urbanas, a destruição do patrimônio verde foi particularmente dolorosa, com parques e jardins sendo severamente danificados. Perdemos árvores frondosas e históricas. Algumas até que eram usadas como ponto de encontro. Perda que não se limita apenas à vegetação, mas também aos corredores de árvores que contribuíam para a qualidade do ar e o bem-estar da população.</p>
<p>Percebe-se a falta de gestão adequada das áreas verdes das cidades, onde se prioriza a poda e a remoção de árvores, em lugar de catalogar e acompanhar o histórico e cuidar de forma permanente das espécies. A supressão da árvore deveria ser o último recurso frente à total falta de alternativa para manter o exemplar em pé.</p>
<p>Mas não é o que se presencia. A falta de planejamento urbano e o excessivo ambiente construído leva invariavelmente ao corte de árvores ou sua substituição por espécies de pequeno porte pouco recomendadas para as funções urbanas advindas do patrimônio arbóreo e ambiental.</p>
<p>Para conservação dessa herança verde é importante que as cidades possuam um inventário catalogado da arborização para saber quais cuidados são necessários à identificação e conservação das espécies, manutenção adequada e regular, assim como medidas corretivas em caso de adoecimento ou mutilação do espécime.  As árvores são plantadas e seguem seu crescimento carecendo de acompanhamento. Se é feito algum monitoramento, ele se dá a distância, por satélite ou por algum dedicado morador que adota a árvores como sua. A maioria das árvores mais velhas muitas vezes são condenadas por seu grande porte porque atrapalham a fiação elétrica e as construções verticalizadas.</p>
<p>Uma das possíveis soluções seria efetuar o plantio de centenas e centenas de árvores buscando dotar as cidades de condições que favoreçam a regulação do clima e ajudem a corrigir os danos trazidos pelas mudanças climáticas e favoreçam o meio ambiente. A mais do que trazer sombra e deleite para a população, o patrimônio verde cumpre papel basilar em todo o ciclo ambiental, notadamente nas regiões urbanas.</p>
<p>A par das ações públicas, espera-se a contribuição da sociedade como um todo auxiliando na reestruturação do patrimônio verde por meio do plantio de árvores nas entradas das casas e edifícios, pequenos canteiros em áreas comuns, possibilitando a criação de corredores verdes e jardins de chuva. Tal como se via nas cidades ao final do século passado e que tanto benefício traziam à comunidade, ao bairro e à convivência.</p>
<p>A reconstrução desses corredores de árvores urbanos não é tarefa simples ou fácil. É essencial um esforço coordenado entre governos locais, instituições, empresas e comunidades para replantar e revitalizar essas áreas verdes. Esses corredores não só embelezam a cidade, mas também servem como barreiras naturais contra futuras enchentes, além de melhorar a saúde ambiental e proporcionar a regeneração da fauna local. Investir na recuperação do patrimônio verde é investir no futuro das cidades e do campo, garantindo um ambiente mais seguro e sustentável para todos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Caleidoscópio Perigoso</title>
		<link>https://idelt.org.br/caleidoscopio-perigoso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[IDELT]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Mar 2025 03:05:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Home]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mundo se depara com uma série de problemas que exigem atenção imediata e soluções eficazes. A arena política global está agitada, com países enfrentando desafios internos e externos. A economia global continua a mostrar sinais de fragilidade, com mercados instáveis e incertezas quanto ao crescimento sustentável. Por outro lado, questões sociais, como a desigualdade [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo se depara com uma série de problemas que exigem atenção imediata e soluções eficazes. A arena política global está agitada, com países enfrentando desafios internos e externos. A economia global continua a mostrar sinais de fragilidade, com mercados instáveis e incertezas quanto ao crescimento sustentável. Por outro lado, questões sociais, como a desigualdade e a injustiça, persistem em diversos cantos do planeta, requerendo ações concretas e estratégias inclusivas para promover a equidade. Isto tudo sem levar em conta – ainda! -, os efeitos das ações propaladas pelo Presidente Trump.</p>
<p>A crise climática também se manifesta de forma preocupante. Para ficarmos somente no exemplo doméstico – que não é exclusividade nossa! -, assistimos nosso país (e o mundo!) enfrentar eventos climáticos extremos com frequência crescente. Ultimamente passamos por um aumento significativo de enchentes severas, secas prolongadas e tempestades intensas, ao mesmo tempo.</p>
<p>Esses fenômenos são alimentados por uma combinação de fatores, incluindo o desmatamento (também crescente) de biomas importantes, como o do cerrado e o da Amazônia -dentre outros, em diferentes países e continentes -, reduzindo a capacidade da vegetação em poder regular o clima. Inclui-se, também, neste rol nefasto, as emissões de gases de efeito estufa provenientes da indústria e da agricultura. As áreas urbanas, particularmente vulneráveis, sofrem com inadequada infraestrutura para lidar com tais eventos, aumentando o impacto sobre o território modificado, especialmente onde habitam populações mais vulneráveis. A necessidade de políticas sociais, econômicas e ambientais robustas e de ações concretas para mitigação dessas ocorrências se tornam ainda mais urgentes.</p>
<p>A par da ação humana, eventos de seca e precipitação intensa já ocorriam há pelo menos dois séculos.  Contudo, o que chama a atenção, é a frequência maior com que vêm ocorrendo ao longo do tempo.  De acordo com o <a href="https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/2024/03/relatorio-sobre-estado-global-do-clima-soa-alerta-vermelho-sobre-impactos-da-mudanca-do-clima">Relatório do Estado do Clima Global</a>, publicado em março deste ano pela Organização Meteorológica Mundial (WMO), a temperatura média global em 2023 ficou 1,45°C mais quente, comparada aos níveis pré-industriais, e muito próxima do limite de 1,5<sup>o</sup>C.  “<em>No ano passado, o planeta quebrou todos os recordes dos indicadores climáticos, com oceanos mais aquecidos.  Os dados apontam para a necessidade de ação imediata, profunda e consistente de redução de emissões de GEE e de implementação de medidas de adaptação à mudança do clima</em>”.</p>
<p>Também o PNUMA, em apoio ao cumprimento de metas do Acordo de Paris está comprometido em manter o aumento da temperatura global bem abaixo de 2°C e almejar 1,5°C, em comparação com os níveis pré-industriais. “<em>Para isso, o PNUMA desenvolveu roteiro para reduzir as emissões em todos os setores, alinhada aos compromissos do Acordo de Paris e em busca da estabilidade climática, denominado <strong>Solução Setorial</strong>. Os seis setores identificados são: energia; indústria; agricultura e alimentação; florestas e uso da terra; transporte; e edifícios e cidades”.</em></p>
<p>A desorganização do território é um problema complexo que afeta diversas áreas, além da ambiental. A falta de adequado planejamento urbano resulta em uma série de consequências negativas, desde a criação de assentamentos informais até a degradação da qualidade de vida nas cidades, ambientes rurais e florestas. Esses assentamentos, muitas vezes situados em áreas vulneráveis, são mais suscetíveis a desastres naturais, como enchentes e deslizamentos de terra, exacerbando a precariedade das condições de vida de seus habitantes.</p>
<p>Entre os principais fatores que contribuem para a desorganização do território está a urbanização descontrolada. À medida que as cidades crescem de forma rápida e desordenada, a infraestrutura necessária para suportar essa expansão não acompanha o ritmo. Isso leva a problemas como congestionamentos, poluição de solo, do ar e da água, como também, limita o acesso da população a serviços públicos essenciais, como saúde, educação e saneamento básico. A desorganização social resultante da desorganização do território tem seus efeitos perversos na precarização de moradias e na ausência de oportunidades de trabalho, notadamente para a juventude. Por vezes, temos refletido sobre as dificuldades resultantes do “<strong><em>fechamento das comunidades</em></strong>”, que emendam as fachadas externas, improvisam e precarizam prédios e moradias, impedem o livre acesso de visitantes e moradores e, destes, a diversos serviços.  Nos perguntamos qual possibilidade de desenvolvimento para crianças e adolescentes pode prosperar nesses ambientes por vezes minúsculos e sem condições mínimas de organização doméstica para – até mesmo! -, fazer a lição de casa. Qual grau de privacidade as famílias podem ter? A que padrão de sociedade, cultura e lazer essas pessoas se remetem?</p>
<p>Por outro lado, contribuem ainda mais para a desorganização e agravamento dos ambientes urbanos, interferindo diretamente no que existe de ambiente organizado nas Cidades. A urbanização descontrolada leva à criação de assentamentos informais vulneráveis, a desastres naturais e à violência. À falta de planejamento urbano que resulta em congestionamentos, poluição e degradação das condições de vida para muitos brasileiros.</p>
<p>De modo ainda mais preocupante, a desorganização do território vem se ligando – e de forma crescente! -, ao crime organizado. A falta de estrutura urbana eficiente e planejada cria brechas que são exploradas por facções criminosas que, via de regra, se infiltram nas comunidades, muitas vezes controlando áreas inteiras e impondo um regime próprio de organização de forma ousada. Acabam por fomentar a corrupção nas instituições públicas, minando a confiança da população nas autoridades e dificultando a implementação de políticas eficazes de organização territorial e combate ao crime. Controlam áreas inteiras, promovendo violência e um estado de medo constante entre os moradores, o que facilita a expansão de facções.</p>
<p>Tragicamente, a desorganização territorial não é um problema exclusivo do Brasil: é uma questão global que se manifesta de formas variadas em diferentes países e continentes, particularmente na América Latina, Caribe e África. A rápida urbanização não tem sido acompanhada por um desenvolvimento de infraestrutura proporcional. Cidades como Lagos, Nairobi e Kinshasa estão entre as que mais crescem no mundo, mas enfrentam enormes desafios para fornecer serviços essenciais a todos os seus habitantes. A falta de planejamento urbano leva à proliferação de bairros informais, onde as condições de vida são extremamente precárias e os serviços públicos escassos. Crescem, no continente africano, milícias e pequenos exércitos que incluem jovens e até crianças, no sentido de defender a riqueza de poucos e que se confundem ao papel do Estado, conflitos sangrentos pela posse de riquezas naturais, que levam à escassez de alimentos e fome estrutural.</p>
<p>Grandes áreas na América Latina e Caribe, além de padecer das mesmas mazelas africanas, foram tomadas pelo crime organizado. Nas últimas duas décadas, grupos criminosos aumentaram o controle de territórios em países da região, como Peru, Venezuela, Chile e México, cujas Cidades enfrentam desafios semelhantes aos do Brasil, com vastas áreas urbanas crescendo sem planejamento adequado. Esta expansão desordenada resulta na favelização e assentamentos informais, onde milhões de pessoas vivem sem acesso a infraestrutura básica, como água potável, saneamento e eletricidade. As consequências são visíveis na qualidade de vida dessas populações, que sofrem com problemas de saúde, violência e falta de oportunidades econômicas, fazendo crescer o ciclo vicioso de pobreza e exclusão.</p>
<p>Em comum, em ambos os continentes, a desorganização territorial também contribui para a degradação ambiental. As áreas de floresta e vegetação nativa são frequentemente desmatadas para dar lugar a construções irregulares, aumentando a vulnerabilidade a desastres naturais, como enchentes e deslizamentos de terra, aumento de poluição do ar e da água, insuficiência de sistemas de saneamento e gestão de resíduos. Em geral são grandes extensões territoriais de áreas preservadas, com precário controle do Estado, habitadas por populações isoladas (ou protegidas), alvo fácil de piratas modernos a serviço de organizações criminosas.</p>
<p>O mundo também começa o ano envolto em conflitos no Oriente Médio, Ucrânia e Sudão, deixando no ar a pergunta: será que veremos algum avanço em direção à paz?</p>
<p>Estamos diante de desafios poderosos. Que ultrapassam o esforço conjunto entre governo, iniciativa privada e sociedade civil. Agora, trata-se de buscar decisão em favor de um modelo de sociedade que freie a barbárie. Que leve em conta o ser humano, seu bem-estar e o desenvolvimento das sociedades. Se Políticas Públicas robustas e integradas, focadas no planejamento urbano sustentável e na inclusão social, são essenciais para tentar reverter o quadro de desorganização do território, mais ainda Investimentos em infraestrutura, educação, saúde, saneamento e segurança pública, aliados a uma maior participação comunitária, para ajudar a criar Cidades mais justas, seguras e resilientes.</p>
<p>Diante desse cenário, é essencial que o cidadão comum volte a se importar com a ética, volte a ter protagonismo nos ambientes onde pode influir, resgatando princípios e propostas que venham produzir transformação social. Cada indivíduo deve assumir a responsabilidade e se engajar ativamente em ações que contribuam para o bem-estar coletivo.</p>
<p>É hora de sair das redes sociais, deixar de lado o confronto de ideias estéreis e partir para ações concretas. Organizar mutirões comunitários, participar de associações de bairro e colaborar em projetos de voluntariado são algumas das formas de começar a mudar a realidade ao nosso redor.</p>
<p>Sem a contribuição ativa de cada pessoa, não será possível vencer estas guerras!</p>
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		<title>Quando se vê, já é Natal…</title>
		<link>https://idelt.org.br/quando-se-ve-ja-e-natal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[IDELT]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Dec 2024 00:12:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O homem deparou-se com a fachada iluminada do edifício à sua frente. Tão entretido estava com seus muitos pensamentos, a infinidade de tarefas a terminar antes que o ano se acabe, mergulhado em preocupações, não se havia dado conta que as inúmeras luzinhas da Cidade já se haviam acendido. Recordou-se que luzes e brilhos, nesta [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O homem deparou-se com a fachada iluminada do edifício à sua frente.</p>
<p>Tão entretido estava com seus muitos pensamentos, a infinidade de tarefas a terminar antes que o ano se acabe, mergulhado em preocupações, não se havia dado conta que as inúmeras luzinhas da Cidade já se haviam acendido. Recordou-se que luzes e brilhos, nesta época do ano, anunciavam a chegada do Natal.</p>
<p>La no fundo da memória, a remexer-se irrequieta, surgiu a lembrança daqueles Natais maravilhosos e inesquecíveis. Sentiu novamente o calor da casa arrumada para as comemorações, sua mulher a preparar a ceia e seus filhos ansiosos e alegres a movimentarem-se no aguardo dos demais familiares que viriam compartilhar as delícias natalinas. Sentiu o fantástico sabor das rabanadas que sua mãe preparava. Como num passe de mágica, estava novamente compartilhando alegria com a família reunida, a troca de presentes modestos, mas escolhidos com enorme carinho, a conversa solta e risonha. Natais comuns, tão singelos, mas recheados de ternos afetos. Perguntou-se qual fora a última vez que tivera tempo para se preparar para o Natal. Quão distante tudo isso estava…</p>
<p>O tempo pareceu-lhe cada vez mais curto e acelerado. Sensação permanente de que não conseguia fazer tudo que precisava. Continuava com uma pressa louca, insaciável. Tempo e espaço se confundiam. Parado, no trânsito, movimentava-se em mensagens celulares tentando alcançar os últimos compromissos do dia. Plugado, em frenético ritmo, tentava dominar o tempo que escoava. O farol fecha novamente. O carro não anda.</p>
<p>Num tempo cada vez mais valorizado porque escasso, precisava produzir mais e melhor. O mercado exigia-lhe permanente disponibilidade e prontidão, cobranças cada vez maiores. Eficiência, sua marca registrada, era exigida de todos em seu redor. A tecnologia, que revolucionou os meios de comunicação, transformara definitivamente sua vida, seu trabalho, suas relações.</p>
<p>A quantidade de informações disponíveis e a velocidade em que tudo se consome fez-lhe parecer que tudo é passageiro, sugerindo que tudo é provisório, efêmero e descartável. A moderna tecnologia de ontem, hoje já estava obsoleta. Havia sempre um exemplar mais recente do que o último aparelho que ele acabara de adquirir. Estava sempre correndo atrás!</p>
<p><strong>O mundo da aparência não suporta derrotados. Sucesso na profissão, com o sexo oposto, conta bancária recheada e uma legião de internautas seguidores, é o que importava. Mesmo que isso consumisse sua saúde e todo o seu tempo enquanto se desdobrava para maquiar a realidade que sempre estava longe do ideal.</strong></p>
<p>Sentiu que tudo podia ser manipulado, inclusive ele. A modernidade o agarrara e prendia pelo pé; passara a fazer coisas sem que se apercebesse delas. Impunha-lhe novos hábitos, alterara seus valores e infundia-lhe falsas necessidades. Gerava categorias novas, criava produtos, promovia pessoas, num mundo onde p<strong>arecer era mais importante do que ser. </strong>Tudo havia virado espetáculo. O fato real televisado que se confunde com a novela… Não sabia mais onde estava a realidade. Ou quem era ele nesta realidade.</p>
<p>Sentiu-se exausto, estressado e exaurido. No rodamoinho de pensamentos que o arrastava em espantosa velocidade, a humanidade que lhe restava, gemeu. Possibilitou-lhe ouvir ao longe sua voz interior a implorar resistência. A pedir o retorno às suas próprias ideias, sentimentos e emoções. Para aproximar-se mansamente de si mesmo e reconhecer os excessos. Queria retomar o controle de sua vida para administrar seu próprio tempo. Descobriu que dentro dele estava a possibilidade de alterar esse enredo.</p>
<p>Deu-se conta que mais um o ano estava no fim. Os versos do poema de Mario Quintana martelavam em sua cabeça: <em>“Quando se vê, já são seis horas! Quando se vê, já é sexta-feira! Quando se vê, já é Natal…”</em>. Resolveu não deixar pra lá, para depois ou amanhã porque o que passou não volta mais.</p>
<p>Quando finalmente os carros se moveram e pode sair do congestionamento, decidiu mudar a direção. Não voltaria ao escritório após o expediente. Havia coisas mais urgentes a fazer. Largar-se no sofá de casa, não na cadeira do bar. Longe do burburinho da rua, resistir ao botão que liga a TV, não fazer outra coisa além de retomar o diálogo interrompido com aqueles que amava. Retomar o prazer do encontro, dar boas risadas.</p>
<p>No caminho, olhou pela janela do carro e sorriu para o motorista a seu lado, cumprimentando quem não conhecia. Andou devagar mesmo com pressa. Não reclamou uma única vez. Solicitamente deu atenção ao sujeito que estava perdido. Já na calçada, colocou na lixeira o que outro jogou na rua. E correu para dentro de casa, feliz, como há muito não se sentia. Tinha chegado o Natal!</p>
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		<title>Novos ares&#8230;</title>
		<link>https://idelt.org.br/novos-ares/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[IDELT]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Sep 2024 02:45:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nossa sociedade vive momentos de inquietação face às alterações sociais, culturais, econômicas e políticas que afetam tanto nossa vida pessoal quanto as relações em sociedade. Consideramos estar na base dessas alterações as transformações que hoje fundamentam o pensamento coletivo centrado no aumento do individualismo. Uma espécie de individualismo narcisista que se revela nos valores da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa sociedade vive momentos de inquietação face às alterações sociais, culturais, econômicas e políticas que afetam tanto nossa vida pessoal quanto as relações em sociedade.</p>
<p>Consideramos estar na base dessas alterações as transformações que hoje fundamentam o pensamento coletivo centrado no aumento do individualismo. Uma espécie de individualismo narcisista que se revela nos valores da sociedade atual, particularmente nas noções de autonomia e liberdade. Uma nova forma de individualismo contemporâneo que impulsiona novos arranjos subjetivos e se evidencia na fragilidade dos laços sociais manifestos em diversos aspectos.</p>
<p>Cotidianamente somos submetidos – e cada vez mais! -, a alto grau de exposição pessoal e midiática, cujo padrão estampa a figura de indivíduos sempre de bem com a vida, alegres, felizes e satisfeitos. Grande parte dessas exigências são forjadas nas redes sociais e, nem sempre, brotam das reais relações pessoais entre os indivíduos. Tampouco carregam em si valor de verdade tal que se sobreponha aos impactos da depressão, ansiedade e estresse, considerados já como males dos tempos atuais.</p>
<p>A correria do dia a dia, as dificuldades econômicas, a insegurança pública e o que mais disso decorre, têm gerado uma série de dificuldades emocionais, psicológicas e até mesmo físicas. Socialmente, tais alterações remetem à comportamentos exibicionistas, de superioridade, desagregadores. E mais: ao contrário do que se apregoa, forçam a criação de estereótipos, invenção de imagens distorcidas e forçam a necessidade de exibição de um padrão estético homogêneo e, por vezes, de gosto duvidoso.</p>
<p>Parece que a pessoa se dissociou do indivíduo. A realidade, da aparência. A fala, do sujeito que profere o discurso.  O padrão imposto é o de que nada mais importa a não ser a satisfação do próprio ego e das necessidades individuais, forjadas fora do universo particular do indivíduo e impostas por influenciadores e gurus tendenciosos, propagadores de ideias que juntem em torno de si mesmos grupamentos sociais excludentes, dogmáticos e agressivos.</p>
<p>O individualismo corrente sobrepõe a individualidade (e liberdade individual) sobre as estruturas sociais e coletivas. É uma espécie de postura pessoal que considera a vontade individual acima das dimensões e necessidades dos demais sujeitos.</p>
<p>Em sociedades nas quais se considera o indivíduo acima de tudo, se estabelece uma concepção linear e igualitária entre seus membros. E quando ao indivíduo se lhe atribui o máximo valor, ele não se encontra submetido a ninguém. Somente a ele mesmo. Tem-se com distorcido o princípio de liberdade, de igualdade e de organização social.  A partir de então, se pode tudo!</p>
<p>Contraria-se, por inteiro, o princípio antropológico de que o eu individual só pode ser entendido a partir da interação com o outro. Alija-se da sociedade o conceito de alteridade que reconhece o outro como um ser diferente por possuir uma individualidade distinta da dos outros indivíduos. “<em>A alteridade expressa e determina a qualidade, estado ou características do outro, ou seja, aquilo que é diferente daquilo que vivemos</em>”.</p>
<p>Assim, cada vez menos precisamos do outro. E, de igual modo, se destitui o outro de importância. As relações sociais só importam se caracterizadas por um utilitarismo pragmático que somente satisfaz ao imediatismo individualista. O bem comum é reduzido à somatória de <em>selfs </em>satisfeitos, não mais como princípio e valor de vida, bem-estar, inclusão e proteção social.</p>
<p>O bem-estar social é um estado no qual as necessidades humanas básicas estão satisfeitas e as pessoas são capazes de coexistir pacificamente em comunidades com oportunidades de progresso. Onde os indivíduos possam crescer sob o olhar vigilante, inclusivo e caloroso de toda sociedade. Amparados pelo Estado cujo poder político e administrativo seja capaz de aportar igualdade de acessos, oferta de serviços e regulação de relações que favoreçam o conjunto dos cidadãos.</p>
<p>Destarte o individualismo moderno ou a consequente estrutura social que o sustenta – ou seria o inverso? -, vivificar os predicados que conduziram a sociedade moderna a este estágio se torna um imperativo. A restauração do tecido social e o retorno ao respeito à pessoa e à vida comunitária implicam repensar as relações de autonomia e liberdade, de reponsabilidade ambiental e valores humanistas e culturais.</p>
<p>“<em>Sol de primavera abre a janela do meu peito&#8230; a lição sabemos de cor, só nos resta aprender</em>”.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Infância</title>
		<link>https://idelt.org.br/infancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[IDELT]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2024 16:08:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem dera, hoje, se pudesse dizer da Infância esse mesmos versos de Casimiro de Abreu: Meus Oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais! Como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem dera, hoje, se pudesse dizer da Infância esse mesmos versos de <strong>Casimiro de Abreu</strong>:</p>
<p><strong><em>Meus Oito anos</em></strong></p>
<p><em>Oh! que saudades que tenho<br />
Da aurora da minha vida,<br />
Da minha infância querida<br />
Que os anos não trazem mais!<br />
Que amor, que sonhos, que flores,<br />
Naquelas tardes fagueiras<br />
À sombra das bananeiras,<br />
Debaixo dos laranjais!<br />
Como são belos os dias<br />
Do despontar da existência!<br />
— Respira a alma inocência<br />
Como perfumes a flor;<br />
O mar é — lago sereno,<br />
O céu — um manto azulado,<br />
O mundo — um sonho dourado,<br />
A vida — um hino d&#8217;amor!</em></p>
<p><em>Que aurora, que sol, que vida,<br />
Que noites de melodia<br />
Naquela doce alegria,<br />
Naquele ingênuo folgar!<br />
O céu bordado d&#8217;estrelas,<br />
A terra de aromas cheia<br />
As ondas beijando a areia<br />
E a lua beijando o mar!<br />
Oh! dias da minha infância!<br />
Oh! meu céu de primavera!<br />
Que doce a vida não era<br />
Nessa risonha manhã!</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Férias Escolares: Aprender Brincando</title>
		<link>https://idelt.org.br/ferias-escolares-aprender-brincando/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[IDELT]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jul 2024 20:35:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Momento de grande expectativa e muito aguardado por crianças e jovens, as férias escolares podem se transformar em momentos únicos de alegria, crescimento e interação. Esse período, visto equivocadamente como etapa apenas de descanso das rotinas e obrigações, pode vir a ser uma oportunidade especial para fortalecer vínculos e adquirir novos conhecimentos. Fazer as coisas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Momento de grande expectativa e muito aguardado por crianças e jovens, as férias escolares podem se transformar em momentos únicos de alegria, crescimento e interação. Esse período, visto equivocadamente como etapa apenas de descanso das rotinas e obrigações, pode vir a ser uma oportunidade especial para fortalecer vínculos e adquirir novos conhecimentos.</p>
<p>Fazer as coisas de um outro jeito: de maneira lúdica, criativa e sem aquela ideia de obrigação. Esse é um tempo para dormir até mais tarde, passear, visitar os primos e os avós, brincar, jogar bola, fazer caminhadas, conhecer novos espaços e, até mesmo, ficar em casa sem fazer nada. Vale até mesmo um tempo autorizado para jogar videogame, preferencialmente com os amigos.</p>
<p>Também esse período é importante porque ajuda a aprimorar as habilidades adquiridas nas atividades de aprendizado no dia a dia da escola e na lição de casa, propiciada pelo distanciamento e pela maturação do conhecimento adquirido no período letivo anterior. Também possibilita exercitar habilidades adquiridas em aulas regulares e suplementares de modalidades esportivas e atividades culturais.</p>
<p>Por esse motivo é preciso fazer um planejamento mínimo para o período de férias e reservar um tempo para estar com eles. Coisa às vezes bastante difícil para pais e mães que trabalham e cujo período de férias não coincide com as férias escolares. Mas sempre é possível dividir responsabilidades com pais dos colegas de seus filhos se nos prepararmos para isso com antecedência. Assim como é importante reservar o período de contraturno de trabalho e os finais de semana para estar com eles.  Porque costumam estar ávidos para dividir conosco suas experiências. Além de que, importantíssimo, é acompanhá-los neste período e saber por onde andam, particularmente os jovens.</p>
<p>Mesmo muito ocupados, sempre é possível reservar um tempo para tomar um sorvete. Ou, se a verba estiver muito curta, pode-se fazer um bolo ou um doce juto com eles em casa. Além do prazer da atividade e de saborear os resultados, este momento especial de convivência fortalece os laços pessoais.</p>
<p>Que tal investir, dez minutos que seja, para saber qual é a música ou o cantor preferido do seu filho? Ou dar um passeio com sua filha para ver o pôr do sol? Que tal contar para as crianças a sua estória favorita que sua mãe contava para você quando pequeno? Sabe pular amarelinha ou pular corda? Ensine para seus filhos. Com certeza eles vão ficar surpresos com suas habilidades e passar a olhar para você de outra forma.</p>
<p>Muito se pode fazer com pouco. E muito mais se poderá fazer quando se colocar o coração e a imaginação a favor de nossos filhos nesses e em outros períodos.</p>
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		<item>
		<title>Intervenções Humanas versus Meio Ambiente</title>
		<link>https://idelt.org.br/intervencoes-humanas-versus-meio-ambiente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[IDELT]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jun 2024 15:49:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O IDELT, na sua programação anual de atividades, planejou para o período compreendido entre o final de abril e o início de junho deste ano, exatamente a ocasião delimitada pelas comemorações do Dia da Terra (22 de abril) e o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 05 de junho, uma séria de atividades, dando [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>IDELT</strong>, na sua programação anual de atividades, planejou para o período compreendido entre o final de abril e o início de junho deste ano, exatamente a ocasião delimitada pelas comemorações do Dia da Terra (22 de abril) e o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 05 de junho, uma séria de atividades, dando maior destaque à atuação ambiental.</p>
<p>Contudo, o que não se tinha previsto ou planejado, nem mesmo de longe imaginado, é o que se veria sobre o Estado do Rio Grande do Sul, palco de enorme tragédia desencadeada por fatores climáticos. Consternados e solidários, reportamos essa triste realidade em nosso último Editorial.</p>
<p>No entanto, o que nos levou a ênfase dada a esse tema, foi a intenção de chamar a atenção, por meio de artigos, publicações e atividades, para a urgente necessidade de preservar o meio ambiente, seja ele rural ou urbano. Porém, a programação levada a efeito, assumiu ares quase pueris frente à necessidade de rápida ação e socorro imediato diante da extensão e gravidade dos problemas ali encarados e ainda a serem enfrentados.</p>
<p>O equilíbrio e a conciliação entre a atividade humana e o meio ambiente vem sendo buscada desde sempre. Conforme a Declaração de Estocolmo, proferida em 1972, conceitua: <strong><em>“O homem tem o direito fundamental à liberdade, à igualdade e ao desfrute de condições de vida adequadas em um meio ambiente de qualidade tal que lhe permita levar uma vida digna e gozar de bem-estar, tendo a solene obrigação de proteger e melhorar o meio ambiente para as gerações presentes e futuras”. </em></strong>Igualmente expressa a convicção comum de que “<strong><em>os recursos naturais da terra incluídos o ar, a água, a terra, a flora e a fauna e especialmente amostras representativas dos ecossistemas naturais devem ser preservadas em benefício das gerações presentes e futuras, mediante uma cuidadosa planificação ou ordenamento”</em></strong>.</p>
<p>Depreende-se, portanto, que o ser humano, por ser parte indissociável do meio ambiente, não só vive na natureza como nela intervém e acaba ocasionando alterações ambientais, na busca de uma eventual qualidade de vida ideal. Com isso acabou por agravar os desastres naturais que vimos presenciando ao longo do tempo. Essas alterações podem ser graduadas por níveis de classificação, o primeiro nível, está a <strong>intervenção necessária</strong>; o segundo, a <strong>intervenção conveniente</strong>; o terceiro, a <strong>intervenção abusiva</strong> e por fim o quarto, <strong>intervenção recuperadora</strong>.</p>
<p>Há diversas medidas, umas simples e outras complexas, que podem ser tomadas para a diminuição da interferência humana no meio ambiente, assim, como a conscientização quanto à preservação e restauração da natureza.</p>
<p>Derivada dos desastres de que foi palco o Estado do Rio Grande do Sul, a polêmica que agora se quer instalar é a de que o aquecimento global é o grande responsável pelos eventos climáticos extremos, negando que os seres humanos tenham um papel relevante relativo a este fenômeno. Por outro lado, há os que alegam que as intervenções humanas carregam culpa exclusiva pelos desastres naturais, vez que a ocupação desordenada do território, a ganância, os interesses econômicos e a especulação imobiliária levam ao desmanche ambiental.</p>
<p>Contudo, se quisermos de fato enfrentar o problema, contribuindo não só para que o Rio Grande do Sul se reestabeleça, mas para que possamos fazer jus ao enorme patrimônio ambiental que constitui o território brasileiro, seja em recursos naturais e hídricos, biodiversidade, fauna e patrimônio geológico, é necessário rever conceitos e ações humanas.</p>
<p>Incluindo a compreensão de que a natureza segue seu curso, ou pode deixar de segui-lo. Dependendo dos caminhos que os homens venham seguir. O que não se pode mais admitir é que se siga pelo descaminho que se está seguindo.</p>
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