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	<title>Arquivo de Home - IDELT</title>
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	<description>Instituto de Desenvolvimento, Logística, Transporte e Meio Ambiente</description>
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	<title>Arquivo de Home - IDELT</title>
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		<title>O homem que enfrentou o setor elétrico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[IDELT]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Oct 2025 14:55:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Home]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; &#160; &#160; &#160; Pedro Victoria Junior Já havia trabalhado 5 anos na Diretoria de Hidrovias e Desenvolvimento Regional, da Companhia Energética de São Paulo – CESP. Tinha cursado pós-graduação em Planejamento em Transportes. O suficiente para ter uma noção de como funcionava a Hidrovia Tietê-Paraná e suas dificuldades. Era um sistema de transportes e dependia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="wp-image-8401  alignright" src="https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2023/11/pedro-vitoria-e1760022334681.jpg" alt="" width="167" height="139" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Pedro Victoria Junior</strong></em></p>
<p>Já havia trabalhado 5 anos na Diretoria de Hidrovias e Desenvolvimento Regional, da Companhia Energética de São Paulo – CESP. Tinha cursado pós-graduação em Planejamento em Transportes. O suficiente para ter uma noção de como funcionava a Hidrovia Tietê-Paraná e suas dificuldades.</p>
<p>Era um sistema de transportes e dependia muito de intermodalidade.</p>
<p>Foi quando avançou o processo de privatização da CESP e fomos transferidos para o recém restaurado Departamento Hidroviário – DH, da Secretaria de Logística e Transportes – SLT.</p>
<p>Tínhamos um novo diretor que sempre nos questionava sobre nossas ligações com a CESP e com o setor elétrico.</p>
<p>A princípio estranhávamos. Afinal, a CESP era nossa empregadora e havia administrado a hidrovia com sua peculiar competência.</p>
<p>Até que chegou o ano de 2001 e com ele a primeira crise energética pela qual o Brasil passou. A escassez de energia fez com que os níveis dos reservatórios abaixassem demais e prejudicassem a navegação. Esse episódio foi fundamental para que entendêssemos melhor o uso múltiplo das águas e o desproporcional poder de cada setor.</p>
<p>Compreendemos afinal do que Oswaldo Rossetto, nosso diretor, falava e da real importância de nos aprofundarmos na questão dos usos múltiplos das águas.</p>
<p>A ANA – Agência Nacional de Águas era recém criada e Rossetto entendeu ser esse o lugar certo para levarmos esse conflito. Afinal quem tinha razão? A geradora de energia podia rebaixar o reservatório e prejudicar a navegação? A navegação poderia exigir que a geradora de energia mantivesse o nível do reservatório e com isso agravar a crise energética?</p>
<p>As desconfianças eram recíprocas. Acusações idem. Afinal, o setor elétrico tinha de onde buscar mais energia? Porque não despachavam as térmicas? Qual era a importância da hidrovia frente ao setor elétrico? Não poderia transferir as cargas para as ferrovias e rodovias?</p>
<p>Rossetto contava que a primeira vez que foi à ANA a reunião tinha sido sobre caixotes. Nem de mobília a agência dispunha.</p>
<p>Os embates eram calorosos e o setor elétrico não hesitava em usar toda sua força e prestígio.</p>
<p>José Wagner Ferreira conta que certa vez ouviu em um órgão em Brasília um representante do setor elétrico dizer a seguinte frase:</p>
<p>&#8211; Ih! Lá vem vocês com esses barquinhos!</p>
<p>Apesar da assimetria de forças, Rossetto não esmorecia. Passou a incomodar e a ser mal visto pelo setor elétrico.</p>
<p>Nós cada vez mais compreendíamos a gestão de recursos hídricos. Nos aproximamos de outros setores envolvidos. Passamos a ter representação nos comitês de bacia onde Marcelo Poci Bandeira, o gerente de meio ambiente do DH, desempenhou um papel primoroso.</p>
<p>Nada contra a CESP, a quem sempre respeitarei e serei eternamente grato, mas o setor elétrico, de fato, e até com certa razão, julgava ter prioridade na questão.</p>
<p>Rios, no Brasil, para eles tinha uma função: gerar energia. Até hoje eu não entendo porque cabe ao setor elétrico fazer o inventário dos rios. Passou da hora de o inventário ser realizado pelo setor de recursos hídricos. Só assim será possível saber as reais potencialidades de um corpo d’água.</p>
<p>O certo é que a discussão evoluiu muito. Os vários setores, navegação, turismo, meio ambiente, irrigação se envolveram mais nessas discussões. Hoje, há comitê de crise instalado na ANA para acompanhar a situação dos reservatórios e alertar sobre eventuais problemas. A principal obra, que ajuda a resolver problemas entre os setores, o Canal de Nova Avanhandava, está sendo executado, com previsão de término no segundo semestre do ano que vem.</p>
<p>De minha parte, serei sempre grato ao meu amigo Oswaldo Rossetto que nos ensinou que hidrovia não é apenas um meio de transporte, mas integra o sistema de recursos hídricos com seus múltiplos usos.</p>
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		<title>Conheça as melhores cidades para se viver</title>
		<link>https://idelt.org.br/conheca-as-melhores-cidades-para-se-viver/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[IDELT]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2025 18:18:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Home]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Divulgado hoje 17 de junho de 2025, pela Economist, levantamento das 10 melhores cidades para se viver, que levou em conta a saúde, educação, segurança, infraestrutura e meio ambiente de cada localidade, para ler o artigo na integra acesse o link abaixo Quais são as melhores cidades do mundo para se viver? Ranking de 2025 [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Divulgado hoje 17 de junho de 2025, pela Economist, levantamento das 10 melhores cidades para se viver, que levou em conta a saúde, educação, segurança, infraestrutura e meio ambiente de cada localidade, para ler o artigo na integra acesse o link abaixo</p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/06/17/quais-sao-as-melhores-cidades-do-mundo-para-se-viver-ranking-de-2025-acaba-de-sair.ghtml">Quais são as melhores cidades do mundo para se viver? Ranking de 2025 acaba de sair</a></p>
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		<title>Nosso mestre e amigo Plínio Assmann</title>
		<link>https://idelt.org.br/nosso-mestre-e-amigo-plinio-assmann/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[IDELT]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 May 2025 19:14:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Home]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Frequentador assíduo das edições do Projeto Seis em Debate, promovido pelo IDELT, Plinio Assmann foi o engenheiro responsável pela construção da primeira linha de metrô de São Paulo e o terceiro presidente da Companhia. Inaugurou, na década de 1970, as obras das linhas Norte-Sul (Santana/Jabaquara) e Leste-Oeste (Itaquera-Barra Funda); e, em 14 de setembro de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Frequentador assíduo das edições do <strong>Projeto Seis em Debate</strong>, promovido pelo <strong>IDELT</strong>, <strong>Plinio Assmann</strong> foi o engenheiro responsável pela construção da primeira linha de metrô de São Paulo e o terceiro presidente da Companhia. Inaugurou, na década de 1970, as obras das linhas Norte-Sul (Santana/Jabaquara) e Leste-Oeste (Itaquera-Barra Funda); e, em 14 de setembro de 1974, implantou o primeiro trecho da via entre o Jabaquara e a Vila Mariana. Com essa bem-sucedida tarefa, credenciou-se para assumir Secretaria de Transportes em São Paulo, entre os diversos cargos públicos que marcaram sua trajetória profissional. Foi superintendente do IPT e presidente do Conselho de Administração de diversas Empresas Públicas, além de sua atuação no setor privado, sempre com excelência em seu trabalho em prol do desenvolvimento, particularmente na área de transportes. Teve papel importante na formação e direção de diversas associações de transporte, nacionais e internacionais.</p>
<p>A par de sua destacada atuação profissional, deixou um grande legado na formação de técnicos e engenheiros de primeira linha. Foi o grande responsável pela formação de equipes multidisciplinares no Metrô/SP e por uma geração de técnicos com relevante atuação no setor público.</p>
<p>Esse legado foi o ponto de aproximação com o <strong>IDELT</strong>. Em comum com nossa Instituição tinha a paixão pelo desenvolvimento educacional e profissional, não somente de técnicos, mas de toda a população. “<em>Ter contribuído para a construção do Metrô, moderníssimo no mundo, ter apoiado o treinamento da equipe que seria responsável pela operação e atuar na educação e treinamento da população para aprender a usá-lo, sem dúvida, foi o momento mais marcante da minha trajetória profissional”, “O objetivo de todo aquele grupo era transmitir e habituar o público a utilizar corretamente o então novo meio de transporte da cidade e conscientizar a população sobre o valor de sua colaboração na conservação das instalações e dos equipamentos”, </em>disse ele em entrevista ao Instituto de Engenharia.</p>
<p>Destacamos aqui, uma de suas contribuições ao Debate <strong>“Infraestruturas Brasileiras: O País vai pelo caminho certo?”, </strong>ocorrido em agosto 2009, quando ele nos brindou com algumas observações sobre Cingapura, ressaltando <em>“que apesar de ser um país extremamente pequeno do Sudeste Asiático, Cingapura é um dos centros industriais mais importantes do mundo. Sua economia não para de crescer, principalmente por ser uma plataforma de exportação. Embora seja uma potência industrial e tecnológica, tem forte dependência de importação de alimentos, energia e matéria-prima. Sua estratégica localização, sua moderna rede de telecomunicações, a estabilidade governamental do país, e a qualificada e disciplinada mão de obra, aliados a uma invejável infraestrutura, contribuem definitivamente para a posição na qual se encontra hoje. Sendo assim, seu porto também está localizado em um ponto estratégico no Oceano Pacífico, na saída do Estreito de Málaga, e é dos mais movimentados do mundo. Recebe navios com cargas para serem redistribuídas para outros pelo sudeste asiático e, reversamente, também carregam mercadorias vindas do sudeste asiático para serem levadas ao resto do mundo. Só para se ter ideia, há mais de 400 linhas de transporte que ligam Cingapura a outros 700 portos em 130 países do mundo. Mas, temos de tomar certo cuidado nesta exaltação. O porto de Cingapura obteve uma importância estratégica considerável após a abertura do Canal de Suez, aproveitando-se de problemas políticos regionais. É um país que se beneficia de regime autoritário, de certo modo explorando os povos ao seu redor”. </em>A menção aqui recortada da transcrição do debate, bem ilustra o pensamento e o caráter desse brilhante e destacado homem público.</p>
<p>Nascido em 30 de outubro de 1933, nosso amigo nos deixou nesta madrugada, 27 de maio de 2025. Sua visão, ética e sobriedade enriqueceram o setor de transporte público no Brasil.  Sua atuação e memória continuarão a impactar gerações à frente. Plinio foi um grande mestre!</p>
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		<title>Caleidoscópio Perigoso</title>
		<link>https://idelt.org.br/caleidoscopio-perigoso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[IDELT]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Mar 2025 03:05:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Home]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mundo se depara com uma série de problemas que exigem atenção imediata e soluções eficazes. A arena política global está agitada, com países enfrentando desafios internos e externos. A economia global continua a mostrar sinais de fragilidade, com mercados instáveis e incertezas quanto ao crescimento sustentável. Por outro lado, questões sociais, como a desigualdade [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo se depara com uma série de problemas que exigem atenção imediata e soluções eficazes. A arena política global está agitada, com países enfrentando desafios internos e externos. A economia global continua a mostrar sinais de fragilidade, com mercados instáveis e incertezas quanto ao crescimento sustentável. Por outro lado, questões sociais, como a desigualdade e a injustiça, persistem em diversos cantos do planeta, requerendo ações concretas e estratégias inclusivas para promover a equidade. Isto tudo sem levar em conta – ainda! -, os efeitos das ações propaladas pelo Presidente Trump.</p>
<p>A crise climática também se manifesta de forma preocupante. Para ficarmos somente no exemplo doméstico – que não é exclusividade nossa! -, assistimos nosso país (e o mundo!) enfrentar eventos climáticos extremos com frequência crescente. Ultimamente passamos por um aumento significativo de enchentes severas, secas prolongadas e tempestades intensas, ao mesmo tempo.</p>
<p>Esses fenômenos são alimentados por uma combinação de fatores, incluindo o desmatamento (também crescente) de biomas importantes, como o do cerrado e o da Amazônia -dentre outros, em diferentes países e continentes -, reduzindo a capacidade da vegetação em poder regular o clima. Inclui-se, também, neste rol nefasto, as emissões de gases de efeito estufa provenientes da indústria e da agricultura. As áreas urbanas, particularmente vulneráveis, sofrem com inadequada infraestrutura para lidar com tais eventos, aumentando o impacto sobre o território modificado, especialmente onde habitam populações mais vulneráveis. A necessidade de políticas sociais, econômicas e ambientais robustas e de ações concretas para mitigação dessas ocorrências se tornam ainda mais urgentes.</p>
<p>A par da ação humana, eventos de seca e precipitação intensa já ocorriam há pelo menos dois séculos.  Contudo, o que chama a atenção, é a frequência maior com que vêm ocorrendo ao longo do tempo.  De acordo com o <a href="https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/2024/03/relatorio-sobre-estado-global-do-clima-soa-alerta-vermelho-sobre-impactos-da-mudanca-do-clima">Relatório do Estado do Clima Global</a>, publicado em março deste ano pela Organização Meteorológica Mundial (WMO), a temperatura média global em 2023 ficou 1,45°C mais quente, comparada aos níveis pré-industriais, e muito próxima do limite de 1,5<sup>o</sup>C.  “<em>No ano passado, o planeta quebrou todos os recordes dos indicadores climáticos, com oceanos mais aquecidos.  Os dados apontam para a necessidade de ação imediata, profunda e consistente de redução de emissões de GEE e de implementação de medidas de adaptação à mudança do clima</em>”.</p>
<p>Também o PNUMA, em apoio ao cumprimento de metas do Acordo de Paris está comprometido em manter o aumento da temperatura global bem abaixo de 2°C e almejar 1,5°C, em comparação com os níveis pré-industriais. “<em>Para isso, o PNUMA desenvolveu roteiro para reduzir as emissões em todos os setores, alinhada aos compromissos do Acordo de Paris e em busca da estabilidade climática, denominado <strong>Solução Setorial</strong>. Os seis setores identificados são: energia; indústria; agricultura e alimentação; florestas e uso da terra; transporte; e edifícios e cidades”.</em></p>
<p>A desorganização do território é um problema complexo que afeta diversas áreas, além da ambiental. A falta de adequado planejamento urbano resulta em uma série de consequências negativas, desde a criação de assentamentos informais até a degradação da qualidade de vida nas cidades, ambientes rurais e florestas. Esses assentamentos, muitas vezes situados em áreas vulneráveis, são mais suscetíveis a desastres naturais, como enchentes e deslizamentos de terra, exacerbando a precariedade das condições de vida de seus habitantes.</p>
<p>Entre os principais fatores que contribuem para a desorganização do território está a urbanização descontrolada. À medida que as cidades crescem de forma rápida e desordenada, a infraestrutura necessária para suportar essa expansão não acompanha o ritmo. Isso leva a problemas como congestionamentos, poluição de solo, do ar e da água, como também, limita o acesso da população a serviços públicos essenciais, como saúde, educação e saneamento básico. A desorganização social resultante da desorganização do território tem seus efeitos perversos na precarização de moradias e na ausência de oportunidades de trabalho, notadamente para a juventude. Por vezes, temos refletido sobre as dificuldades resultantes do “<strong><em>fechamento das comunidades</em></strong>”, que emendam as fachadas externas, improvisam e precarizam prédios e moradias, impedem o livre acesso de visitantes e moradores e, destes, a diversos serviços.  Nos perguntamos qual possibilidade de desenvolvimento para crianças e adolescentes pode prosperar nesses ambientes por vezes minúsculos e sem condições mínimas de organização doméstica para – até mesmo! -, fazer a lição de casa. Qual grau de privacidade as famílias podem ter? A que padrão de sociedade, cultura e lazer essas pessoas se remetem?</p>
<p>Por outro lado, contribuem ainda mais para a desorganização e agravamento dos ambientes urbanos, interferindo diretamente no que existe de ambiente organizado nas Cidades. A urbanização descontrolada leva à criação de assentamentos informais vulneráveis, a desastres naturais e à violência. À falta de planejamento urbano que resulta em congestionamentos, poluição e degradação das condições de vida para muitos brasileiros.</p>
<p>De modo ainda mais preocupante, a desorganização do território vem se ligando – e de forma crescente! -, ao crime organizado. A falta de estrutura urbana eficiente e planejada cria brechas que são exploradas por facções criminosas que, via de regra, se infiltram nas comunidades, muitas vezes controlando áreas inteiras e impondo um regime próprio de organização de forma ousada. Acabam por fomentar a corrupção nas instituições públicas, minando a confiança da população nas autoridades e dificultando a implementação de políticas eficazes de organização territorial e combate ao crime. Controlam áreas inteiras, promovendo violência e um estado de medo constante entre os moradores, o que facilita a expansão de facções.</p>
<p>Tragicamente, a desorganização territorial não é um problema exclusivo do Brasil: é uma questão global que se manifesta de formas variadas em diferentes países e continentes, particularmente na América Latina, Caribe e África. A rápida urbanização não tem sido acompanhada por um desenvolvimento de infraestrutura proporcional. Cidades como Lagos, Nairobi e Kinshasa estão entre as que mais crescem no mundo, mas enfrentam enormes desafios para fornecer serviços essenciais a todos os seus habitantes. A falta de planejamento urbano leva à proliferação de bairros informais, onde as condições de vida são extremamente precárias e os serviços públicos escassos. Crescem, no continente africano, milícias e pequenos exércitos que incluem jovens e até crianças, no sentido de defender a riqueza de poucos e que se confundem ao papel do Estado, conflitos sangrentos pela posse de riquezas naturais, que levam à escassez de alimentos e fome estrutural.</p>
<p>Grandes áreas na América Latina e Caribe, além de padecer das mesmas mazelas africanas, foram tomadas pelo crime organizado. Nas últimas duas décadas, grupos criminosos aumentaram o controle de territórios em países da região, como Peru, Venezuela, Chile e México, cujas Cidades enfrentam desafios semelhantes aos do Brasil, com vastas áreas urbanas crescendo sem planejamento adequado. Esta expansão desordenada resulta na favelização e assentamentos informais, onde milhões de pessoas vivem sem acesso a infraestrutura básica, como água potável, saneamento e eletricidade. As consequências são visíveis na qualidade de vida dessas populações, que sofrem com problemas de saúde, violência e falta de oportunidades econômicas, fazendo crescer o ciclo vicioso de pobreza e exclusão.</p>
<p>Em comum, em ambos os continentes, a desorganização territorial também contribui para a degradação ambiental. As áreas de floresta e vegetação nativa são frequentemente desmatadas para dar lugar a construções irregulares, aumentando a vulnerabilidade a desastres naturais, como enchentes e deslizamentos de terra, aumento de poluição do ar e da água, insuficiência de sistemas de saneamento e gestão de resíduos. Em geral são grandes extensões territoriais de áreas preservadas, com precário controle do Estado, habitadas por populações isoladas (ou protegidas), alvo fácil de piratas modernos a serviço de organizações criminosas.</p>
<p>O mundo também começa o ano envolto em conflitos no Oriente Médio, Ucrânia e Sudão, deixando no ar a pergunta: será que veremos algum avanço em direção à paz?</p>
<p>Estamos diante de desafios poderosos. Que ultrapassam o esforço conjunto entre governo, iniciativa privada e sociedade civil. Agora, trata-se de buscar decisão em favor de um modelo de sociedade que freie a barbárie. Que leve em conta o ser humano, seu bem-estar e o desenvolvimento das sociedades. Se Políticas Públicas robustas e integradas, focadas no planejamento urbano sustentável e na inclusão social, são essenciais para tentar reverter o quadro de desorganização do território, mais ainda Investimentos em infraestrutura, educação, saúde, saneamento e segurança pública, aliados a uma maior participação comunitária, para ajudar a criar Cidades mais justas, seguras e resilientes.</p>
<p>Diante desse cenário, é essencial que o cidadão comum volte a se importar com a ética, volte a ter protagonismo nos ambientes onde pode influir, resgatando princípios e propostas que venham produzir transformação social. Cada indivíduo deve assumir a responsabilidade e se engajar ativamente em ações que contribuam para o bem-estar coletivo.</p>
<p>É hora de sair das redes sociais, deixar de lado o confronto de ideias estéreis e partir para ações concretas. Organizar mutirões comunitários, participar de associações de bairro e colaborar em projetos de voluntariado são algumas das formas de começar a mudar a realidade ao nosso redor.</p>
<p>Sem a contribuição ativa de cada pessoa, não será possível vencer estas guerras!</p>
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		<item>
		<title>Gestão da Coisa Pública</title>
		<link>https://idelt.org.br/gestao-da-coisa-publica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[IDELT]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Oct 2024 17:12:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[João Alberto Manaus Corrêa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não vou fazer nenhum apelo apaixonado e inconsequente, em busca do preciosismo na gestão do recurso público, recurso vindo de tributos e taxas pagos pela população, que deles não usufrui na forma adequada de qualidade de vida pelo que pagou. Trago pontos de vista desenvolvidos ao longo de minha vida profissional ligada ao desenvolvimento de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://idelt.org.br/wp-content/uploads/2014/02/manaus.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-232" src="http://idelt.org.br/wp-content/uploads/2014/02/manaus.jpg" alt="manaus" width="177" height="134" /></a></p>
<p>Não vou fazer nenhum apelo apaixonado e inconsequente, em busca do preciosismo na gestão do recurso público, recurso vindo de tributos e taxas pagos pela população, que deles não usufrui na forma adequada de qualidade de vida pelo que pagou.</p>
<p>Trago pontos de vista desenvolvidos ao longo de minha vida profissional ligada ao desenvolvimento de instituições em sua maioria, Prefeituras.</p>
<p>Seja como coordenador ou membro importante dos times encarregados de desenvolver e propor e/ou implantar propostas importantes para as cidades e para os Prefeitos, seja em seus mandatos ou mesmo em suas campanhas eleitorais</p>
<p>Desde Planos e propostas de Campanhas Eleitorais, Planos de Governo, Planos Diretores, Reformas Administrativas, Promoção de Desenvolvimento Institucional, Gerenciamento da Implantação de Planos de Governo, Programas de obras e serviços para combate a inundações urbanas, melhoria do atendimento de creches, postos de saúde, escolas de educação infantil, melhoria no transporte público e suas  tarifas, estudos sobre as despesas correntes municipais e seu fatores geradores  e dependências principais.</p>
<p>Em resumo, um apaixonado por assuntos de governo majoritariamente municipal em cidades de Grande Porte como São Paulo, Lima, Quito, Caracas, São Bernardo do Campo e outras menores, mas não menos significativas, através da assessoria técnica a Governos Municipais da Fundação Prefeito Faria Lima &#8211; CEPAM.</p>
<p>A implantação de planos e propostas sempre inspiraram a curiosidade deste mestre engenheiro de produção. Sua dissertação de Mestrado ilustra isto:</p>
<p>“Contribuições ao Entendimento do Problema Sociotécnico da Implantação”</p>
<p>Nesta tese que abrangeu todos os tipos de organização, inclusive as públicas, propus a visão do tema pelo ângulo de um Processo Decisório envolvendo os indivíduos, os Departamentos e Grupos e a Organização como um todo, sempre referenciados a objetivos definidos de produção ou melhorias necessárias aos objetivos da organização referida. No caso de Prefeituras, visávamos as obras e serviços demandados pela população e assumidos pelo Prefeito em exercício.</p>
<p>A proposta feita nesta tese adotou a análise de resultados práticos e concretos do processo decisório, como contribuição efetiva para os objetivos de produção buscados.</p>
<p>Sendo assim postulamos como componentes do Processo Decisório:</p>
<p>O Planejamento ou a decisão Planejada e seu objetivo como primeira etapa do processo decisório, seguida da qualidade deste plano e do seu nível hierárquico e do seu peso na vida da organização e como componente final o grau de implantação conseguido.</p>
<p>PLANO&gt;PROJETO&gt;IMPLANTAÇÃO&gt;OPERAÇÃO</p>
<p>O valor da decisão se medirá, ao final, pela sua contribuição para o objetivo maior da organização incluindo aprovação eleitoral e mesmo sobrevivência e competitividade no caso de empresas, variando de negativo a positivo em uma escala contínua e de avaliação, ou seja, de mais ruinosa a mais exitosa.</p>
<p>Um resultado nulo ou negativo, significava: Apesar de todo esforço de planejamento, toda a autoridade hierárquica envolvida, toda a equipe competente trabalhando e a toda qualidade empregada, não há como não atribuir na escala elegida para medir o resultado, a nota negativa ou zero, se nada se conseguiu avançar na direção do resultado pretendido ou até mesmo recuar na escala no caso de prejuízos para a Organização.</p>
<p>Normalmente o fator importante é a implantação, cujo fracasso ou não realização, reduz a cinzas muitas boas intenções.</p>
<p>Um resultado muito negativo poderia representar necessidade de revisão do processo ou até, no limite, a ruína ou falência e extinção da organização ou empresa ou perder a eleição e o mandato.</p>
<p>Gestão pública ou da coisa pública aqui é entendida como processo decisório voltado para produzir com eficiência e eficácia, processos e serviços que beneficiem o interesse público e a sociedade.</p>
<p>Definição abrangente e lírica que, na maior parte das vezes, não passa de um belo discurso de boas intenções.</p>
<p>Atender ao interesse público e ser reconhecido por isto, não é coisa simples, muitas vezes depende mais da imagem que se cria do que a aferição real do que se conseguiu.</p>
<p>Discursos mirabolantes criando sonhos nos eleitores, com promessas públicas que de vagas e platônicas, estão isentas de qualquer aferição mais séria do que a do marketing, ajudado pela memória curta e tolerância dos eleitores.</p>
<p>Para um engenheiro familiarizado com organização da produção, se não se pode definir e medir, a promessa vaga não faz parte do processo produtivo real e concreto. Melhor se encaixa na categoria das narrativas para vender ilusões e captar votos.</p>
<p>Não temos o poder de fazer um “recall” ao longo do mandato e nem Tribunal de Mérito, só Tribunal de Contas, e isto cria o ambiente nebuloso de cobrança de efetividade produtiva de um governo.</p>
<p>A atenção dos Controladores e Auditores Públicos atuais, está no esforço de exercer o controle das contas e da corrupção ou simplesmente do uso do dinheiro público fora das regras contábeis e jurídicas. Como sabemos, por exemplo, pelos escândalos recentes da Lava Jato, nem sempre com bons resultados.</p>
<p>Nossa sociedade está sem defesa efetiva contra um mau governo. Parâmetros de qualidade difíceis de medir, planos que não se implantam, obras inconclusas, equipamentos de educação e saúde que não operam ou operam mal.</p>
<p>A atuação é dividida entre três níveis de Governo, embora nas cidades, o governo municipal seja o mais importante e influente. Por mais que se procure transferir responsabilidades e se isentar, o Município é que está mais próximo da população e de suas cobranças.</p>
<p>MUITOS PLANOS, DISCURSOS E PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS E NÃO COBRADAS.</p>
<p>Planejamento que não chega ao chão ou ao cidadão, é uma não decisão.</p>
<p>Papel pintado e frases bonitas e politicamente corretas, arrancam aplausos dos entendidos e depois que cumprem sua apresentação, começam a derrapar na implantação dos instrumentos a saber: O Plano de Governo; O Orçamento; A Legislação de zoneamento e de ocupação do solo: O Código de Edificações; Atualização de Tributos e da Planta de Valores.</p>
<p>Os investimentos previstos precisam de gerenciamento de cada empreendimento, desde as reservas de verbas, do projeto, do terreno, da licitação, da obra, do pessoal e dos equipamentos.</p>
<p>Contrariamente ao que muitas vezes observei, não se pode focar a ação somente na execução de uma obra contratada, mas sim nas ações e prazos anteriores, paralelos e nos posteriores a sua execução. Não só pela clareza de que a obra deve operar para fazer valer seu benefício social, mas principalmente pela utilização do recurso mais importante de um governo, a saber:</p>
<p>O PRAZO DO MANDATO</p>
<p>Prazo que se consome antes de contratar a obra ou serviço e para fazer que funcionem e operem oferecendo serviços de qualidade.</p>
<p>O objetivo não pode ser só a obra, mas a obra prestando o serviço e o benefício social  a que se destina.</p>
<p>A ineficiência de um governo em termos de produção do máximo de benefícios com os recursos financeiros e de mandato disponíveis, tem como causas mais frequentes:</p>
<ul>
<li>Atuação descoordenada;</li>
<li>Falta de visão do objetivo final;</li>
<li>Falta de cobrança por realizações e méritos;</li>
<li>Muito controle e pouca efetividade;</li>
<li>Cegueira quanto a custos de atrasos e paralisações na disponibilização de benefícios públicos.</li>
</ul>
<p>O PRAZO DE UM MANDATO É O RECURSO MAIS IMPORTANTE DO GOVERNANTE.</p>
<p>ADMINISTRANDO DESPESAS</p>
<p>As despesas correntes, são as limitadoras da capacidade de atuação de um mandato por serem limitadoras da capacidade de investimento.</p>
<p>Conforme demonstrei em trabalhos publicados desde a década de 80, as despesas reais de manutenção e operação de uma prefeitura municipal, não evoluem na dependência só da inflação ou gastança deste ou daquele prefeito, mas sim, em termos reais, são função do habitante ou munícipe adicional. Devemos ter a variável demográfica sempre no foco quando olhamos no longo prazo. (@)</p>
<p>A melhor aplicação do dinheiro público é no enfrentamento de carências públicas, via realização de benefícios viáveis e de qualidade, no menor prazo possível e não na melhor aplicação financeira dos recursos em caixa.</p>
<p>O CONTROLE INTERROMPENDO E ATRASANDO BENEFÍCIOS PÚBLICOS.</p>
<p>Interromper o andamento da implantação de um benefício em face de suspeita de ilegalidades de qualquer ordem, deve ser uma decisão de caráter excepcional para não causar dano irreparável ao benefício social almejado.</p>
<p>Este dano, mesmo que não percebido ou medido, é um certificado de incompetência do poder público, aí incluídos os de auditoria.</p>
<p>Defendo reforçar e priorizar a fiscalização e auditoria a posteriori evitando obras paradas que não só custam mais, mas principalmente causam atrasos deletérios e irrecuperáveis aos benefícios sociais.</p>
<p>Ciscos e amendoins não devem paralisar benefícios necessários por suspeitas muitas vezes inexistentes e de pouca relevância.</p>
<p>Ministério Público, Tribunais de Contas e Judiciário, nem sempre estão imbuídos desta visão.</p>
<p>Defendo que o gestor público e os controles a que tem que se submeter, devem respeitar a presunção de inocência para deixar fluir sua governança.</p>
<p>O gestor público não pode ser considerado um corrupto salvo prova em contrário.</p>
<p>Merece a presunção da inocência.</p>
<p>O mesmo para sua equipe e seus funcionários.</p>
<p>Embora o gestor tenha que enfrentar quadros de pessoal nem sempre comprometidos com suas intenções e sua retidão no trato da coisa pública.</p>
<p>Os funcionários estatutários cumprindo tabela, sem desafios de mérito além do tempo de serviço, devem ser estimulados a ser proativos e produtivos.</p>
<p>Os de confiança ou mesmo os estatutários mais dedicados, convivem com o alto risco de processos e danos a sua reputação funcional pelos órgãos de controle como os Tribunais de Contas, o que os atemoriza e os imobiliza e os faz evitar inovações e melhorias que coloque em risco sua carreira e sua progressão salarial e funcional.</p>
<p>Isto resulta na seleção perversa dos que resolvem se dedicar ao serviço público, afastando os competentes e honestos e atraindo e privilegiando aventureiros ou carreiristas.</p>
<p>João Alberto Manaus Corrêa (J Manaus)</p>
<p><strong><em>Engenheiro Civil, Mestre Engenheiro de Produção, 76, Histórico de atuação profissional nas áreas de Planejamento Urbano, Drenagem Urbana, Desenvolvimento Institucional, Transporte Urbano, Portos e Habitação Popular.</em></strong></p>
<p><strong><em>Atual Presidente da Herjacktech  Tecnologia e Engenharia; Consultor Nacional e Internacional, Diretor Executivo do Centro de Comércio da FECOMERCIO; Membro do Núcleo de Estudos Urbanos da Associação Comercial de São Paulo; Membro do Conselho Editorial da Revista dos Transportes Públicos da ANTP; Conselheiro do IDELT ( );Exerceu mandatos de Presidente do CAP (Conselho de Autoridade Portuária) de Santos, Vice Presidente e Presidente do SINAENCO SP (Sindicato das Empresas de Consultoria em Arquitetura e Engenharia); Colaborador da Fundacion Frederich Ebbert no Peru.</em></strong></p>
<p><strong><em>Associado do IDELT e membro do Conselho Consultivo.</em></strong></p>
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		<title>A Vitimização das Mulheres no Brasil – 2ª Edição</title>
		<link>https://idelt.org.br/vitimizacao-das-mulheres-no-brasil-2a-edicao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[IDELT]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jul 2024 23:04:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil em Números]]></category>
		<category><![CDATA[Home]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lamentavelmente, apesar de maior conscientização da sociedade e dos esforços empreendidos, a violência contra a mulher se mantém estável e crônica. Estes elevados índices revelam que as leis, por si só, não têm o poder de transformar a realidade. Enfrentar a violência contra a mulher exige romper muitas barreiras e, principalmente, rever os conceitos nocivos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Lamentavelmente, apesar de maior conscientização da sociedade e dos esforços empreendidos, a violência contra a mulher se mantém estável e crônica. Estes elevados índices revelam que as leis, por si só, não têm o poder de transformar a realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfrentar a violência contra a mulher exige romper muitas barreiras e, principalmente, rever os conceitos nocivos e arraigados de uma sociedade de origem patriarcal e machista, que mantêm meninas, jovens e mulheres em aterrorizante silêncio, vergonha e desconfiança naqueles que lhes deveriam dar proteção: a família, as autoridades e a sociedade. Inicia-se esta violência na juventude que vai se agravando na fase adulta. O autor da violência é normalmente alguém próximo da vítima: 76,4% dos agressores são conhecidos, sendo 39% parceiros e ex-parceiros e 14,6% parentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses dados, coletados após 2 anos da realização de pesquisa anterior, realizada pelo <strong>Fórum Brasileiro de Segurança Pública – FBSP</strong> -, indicam que os índices de violência permanecem inalterados: para cada 10 mulheres, praticamente 3 ainda sofrem violência.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora a violência contra a mulher se materialize por um grande número de ações, tais como ameaça, tortura psicológica e física, agressão verbal, física e sexual, são principalmente as mulheres mais jovens e as mulheres negras as que mais são assediadas e agredidas. O feminicídio vem, muitas vezes, como ápice da tragédia.</p>
<p style="text-align: justify;"> “<em>A pesquisa dá voz às mulheres e torna visíveis violências sofridas no cotidiano dos espaços públicos de modo que 60% presenciaram agressões físicas ou verbais e 44% viram-nas sendo abordadas de forma desrespeitosas, além de presenciarem brigas entre homens por causa de ciúmes de uma mulher (31%)</em>”. Ainda, 32% das mulheres receberam comentários desrespeitosos na rua e 8% foram assediadas fisicamente no transporte público, sendo a maior incidência de agressões contra adolescentes e jovens. Contudo, é na própria casa, “<em>local que deveria ser o espaço de paz</em>”, que as agressões mais graves ocorrem (42%).</p>
<p style="text-align: justify;">Habitualmente as pessoas não tendem a ver o familiar ou companheiro como alguém capaz de cometer um crime contra a mulher.  Este agressor é alguém que se “descontrolou”, ou que foi “provocado “e reagiu. Quando esta pesquisa nos sinaliza que 23,8% das agressões eram realizadas por cônjuge, companheiro ou namorado, número que foi ampliado se considerarmos os dados da Pesquisa realizada em 2017 (19,4%), verifica-se que o algoz desta violência tem lugar, tem perfil, tem cara. Sabemos onde encontra-lo e, logo, como combate-lo. Há de se educar, conscientizar e sensibilizara percepção de relacionamentos abusivos desde o primeiro sinal.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o que vemos é que nem mesmo o importante arcabouço legal, ou tampouco o aumento do número de denúncias – embora ainda bastante subnotificadas -, têm sido capazes de barrar ou fazer decrescer as ocorrências. A pergunta que tenazmente subsiste é: “<strong><em>O que autoriza os homens a agredir as mulheres?!</em></strong>”.</p>
<p style="text-align: justify;">Ansiamos por um dia, numa sociedade mais justa, humana e igualitária, no qual homens e mulheres possam conviver em harmonia, criando filhos e filhas em amor e respeito por si próprios e pelos outros. Que possamos, em breve, colher esses frutos!</p>
<p><strong>Abaixo, segue o link para acessar à Pesquisa completa</strong>:</p>
<p><strong><a href="http://www.forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2019/02/relatorio-pesquisa-2019-v6.pdf">http://www.forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2019/02/relatorio-pesquisa-2019-v6.pdf</a></strong></p>
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		<item>
		<title>Fracasso na Copa América mostra limitações do modelo-commodities</title>
		<link>https://idelt.org.br/fracasso-na-copa-america-mostra-limitacoes-do-modelo-commodities/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[IDELT]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jul 2024 15:49:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Frederico Bussinger - Periscópio]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Bussinger]]></category>
		<category><![CDATA[Home]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Frederico Bussinger Mais uma vez demos adeus à Copa América precocemente: nessa não chegamos nem à semifinal. O consolo é que não foi outro 7X1; vexame da Copa do Mundo de 2014 que remoemos até hoje. Em 18 dias iniciam-se as Olimpíadas de Paris: o futebol masculino brasileiro, entretanto, estará ausente. E pior; sua presença [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-8607" src="https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-04-29-as-10.32.33_3350a521.jpg" alt="" width="141" height="171" srcset="https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-04-29-as-10.32.33_3350a521.jpg 1046w, https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-04-29-as-10.32.33_3350a521-247x300.jpg 247w, https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-04-29-as-10.32.33_3350a521-843x1024.jpg 843w, https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-04-29-as-10.32.33_3350a521-768x932.jpg 768w" sizes="(max-width: 141px) 100vw, 141px" /><br />
Frederico Bussinger</p>
<p>Mais uma vez demos adeus à <a href="https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2024/07/brasil-perde-do-uruguai-nos-penaltis-e-e-eliminado-da-copa-america.shtml">Copa América</a> precocemente: nessa não chegamos nem à semifinal. O consolo é que não foi outro 7X1; vexame da Copa do Mundo de <a href="https://www.terra.com.br/esportes/brasil/dez-anos-do-7-a-1-veja-sete-fatos-marcantes-do-maior-vexame-do-brasil,8b8ecb98139d016a9bacfcb26ae507163imu2ptd.html">2014</a> que remoemos até hoje.</p>
<p>Em 18 dias iniciam-se as <a href="https://olympics.com/pt/noticias/jogos-olimpicos-paris-2024-programacao-completa-agenda-diaria">Olimpíadas de Paris</a>: o <a href="https://www.fifa.com/pt/tournaments/olympicgames/articles/pre-olimpico-futebol-paris-2024-argentina-paraguai-brasil-eliminado">futebol</a> masculino brasileiro, entretanto, estará ausente. E pior; sua presença na Copa do Mundo de 2026 corre riscos pois, quase ao final do 1º turno das Eliminatórias, amargamos um <a href="https://ge.globo.com/futebol/copa-do-mundo/eliminatorias-america-do-sul/">6º lugar</a>, atrás, inclusive, de países sem grandes tradições na competição: Equador e até <a href="https://www.dci.com.br/esporte/futebol/selecao-da-venezuela-ja-foi-pra-copa-do-mundo-da-fifa-de-futebol/307793/">Venezuela</a>, país que nunca participou de uma Copa.</p>
<p>Ao longo dos próximos dias podemos esperar muita discussão em locais de trabalho, mesas de bar, redes sociais e nos programas esportivos. Como sempre, o futuro do <a href="https://www.espn.com.br/futebol/selecao-brasileira/artigo/_/id/13880837/presidente-cbf-descarta-mudanca-assegura-dorival-copa-mundo-2026-sabiamos-era-inicio-trabalho">treinador</a> deverá estar em pauta. Mas também a dificuldade de saída de bola do Brasil, excesso de passes laterais e recuos de bola para o goleiro, imprecisão do “<em>último passe</em>”, atitudes injustificáveis de jogadores (algumas das quais quase infantis!), displicência na batida de pênaltis, etc. E, claro, a <a href="https://www.estadao.com.br/esportes/futebol/dorival-junior-ignorado-roda-selecao-brasileira-penaltis-copa-america-jornal-espanhol-surreal-npres/?utm_source=estadao:app&amp;utm_medium=noticia:compartilhamento">patética</a> cena pouco antes da disputa decisiva: o técnico brasileiro quase que pedindo licença para entrar na roda de jogadores, parecendo querer falar algo; cena que ganhou relevo ante o contraste com o conhecido treinador uruguaio (na mesma tomada do vídeo). Este, no centro de uma roda de jogadores atentos, indicava os batedores e dava suas últimas instruções!</p>
<p>Para além dos aspectos específicos do jogo desclassificatório, em si, há uma constatação (ironia? paradoxo?) que não pode passar despercebida se o objetivo é tirar-se lições e promover uma inflexão nesse inaceitável quadro: o plantel brasileiro contou com Rodrygo e Vini Jr (candidato a melhor jogador do mundo este ano!), dupla de atacantes que levou recentemente o Real Madrid ao título da <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/futebol-internacional/mundial-de-clubes-2024-real-madrid/">Champions League</a> de 2024. E, como se não bastasse, contou também com Endrick que, por recente <a href="https://ge.globo.com/futebol/times/palmeiras/noticia/2022/12/15/venda-de-endrick-e-a-segunda-maior-da-historia-do-futebol-brasileiro-veja-o-ranking.ghtml">transação</a> milionária, se juntará à dupla e ao clube com maior número de <a href="https://www.lance.com.br/futebol-internacional/maiores-campeoes-do-mundial-de-clubes-veja-lista-completa-de-titulos.html">títulos</a> mundiais (8).</p>
<p>Esse trio, claro, é o <em>crème de la crème</em>. Ele é, apenas, o mais cintilante destaque de uma “<em>indústria</em>” bilionária que coloca o Brasil, aí sim, em primeiro lugar no podium de países exportadores de jovens promessas: segundo o “<a href="https://football-observatory.com/-About-"><em>CIES</em></a><em> Football Observatory</em>”, referência para o “<em>mercado da bola</em>” com <a href="https://football-observatory.com/MonthlyReport95">relatórios</a> mensais sobre ele, mesmo com a Pandemia no período, mais de <a href="https://www.poder360.com.br/economia/brasil-e-o-maior-exportador-de-jogadores-de-futebol/">1.200</a> jogadores brasileiros foram exportados entre 2020-24 (alguns até precisando esperar o aniversário de 18 anos para deixar o País, como Endrick). Negócios de <a href="https://veja.abril.com.br/economia/e1-bilhao-em-10-anos-brasil-mantem-protagonismo-na-exportacao-de-atletas/#google_vignette">€1 bilhão</a> em 10 anos. Ou seja, talentos não faltam; e o mundo tem interesse neles.</p>
<p>Inevitável, pois, a pergunta: como explicar/justificar que no exterior jogadores brasileiros cheguem a ter grande destaque, ajudam seus clubes a conquistar os principais títulos do Planeta, mas na seleção não rendem o mesmo? Por que não temos conseguido estruturar equipes vencedoras mesmo com tantos talentos? E pior: em alguns momentos dos jogos vemos jogadores habilidosos que mais parecem um bando perdido em campo; alguns até transmitindo a impressão de estarem indiferentes às derrotas, aos vexames da “<em>canarinha</em>”!</p>
<p>É visível, pois, que há uma distância entre jogador e equipe, entre o individual e o coletivo; entre a motivação, disciplina, comportamento ou desempenho do mesmo atleta em suas atuações: seleção nacional X seu time estrangeiro. O que seria? Qual o busílis?</p>
<p>Seria esquema de treinamento? Ambiente no grupo? Conjuntura do País; da sociedade? Liderança da comissão técnica? Modelo de Governança; da CBF, do nosso futebol? Que papel têm os esquemas políticos, apostas <em>online</em> e redes sociais nisso?</p>
<p>O futebol não é caso isolado na história do nosso País. Essa dicotomia, infelizmente, pode ser também observada em outros setores da vida nacional: p.ex, na economia o extrativismo do pau-brasil, borracha e ouro, e a agricultura da cana e do café permitiram acumularmos capitais e, dialeticamente, impulsionaram infraestruturas (portos, ferrovias, rodovias, energia, etc). Daí a perspectiva que foi se firmando do <em>“país do futuro”</em> abandonar o <em>“berço esplêndido”</em>, passo a passo em direção à indústria de transformação, de semimanufaturados; de bens e serviços de consumo de massa, de alta tecnologia (ainda que em nichos específicos). Mais tarde, minério de ferro, soja, etanol e o petróleo do pré-sal robusteceram tais esperanças.</p>
<p>Só que, após evoluções relevantes no Século XX, o modelo tradicional foi paulatinamente se reestabelecendo; agora, claro, em patamares bem superiores de volumes e valores. A dizer: aumento da participação percentual de <em>commodities</em> na pauta exportadora (pois, ainda bem, sempre fomos competitivos na produção delas!) e, na pauta importadora, crescimento relativo de serviços e bens industrializados (incluindo “<em>bugigangas</em>”).</p>
<p>Curioso é que muitos desses bens, na verdade, são <em>commodities</em> brasileiras voltando de um “<em>passeio</em>” internacional, agora unitariamente mais valorizadas pelo valor a elas agregado em termos de processamento, <em>design</em>, marca e <em>marketing </em>específicos; atividades que certamente geraram emprego e renda, e/ou viabilizaram investimentos e talvez até tributos no exterior.</p>
<p>O café é um típico exemplo: compare os valores dele em grão, torrado e em cápsula. Apesar de há mais de um século sermos campeões na produção e exportação de café, quantos foram os equipamentos, sistemas e produtos a ele associados inventados e desenvolvidos no Brasil?</p>
<p>Metaforicamente, será que, sem percebermos, também nosso futebol, após títulos gloriosos, foi aos poucos caminhando em direção à “<em>commoditização</em>? Adolescentes talentosos surgem a cada ano (<em>“extrativismo”</em>). Já sabemos <em>“plantá-los”</em>, “<em>semimanufaturá-los</em>” e exportá-los. Alguns, aliás, após período de imersão em times estrangeiros, já chegaram a ser n°1 do mundo.</p>
<p>Entretanto, da mesma forma como temos encontrado dificuldades para nos mantermos e/ou nos inserirmos competitivamente no mercado mundial de produtos industrializados e serviços, também passamos a ter dificuldades de lograr seleções vencedoras e títulos.</p>
<p>Isso é uma evidência de que talento, tanto quanto matéria-prima, não é suficiente nesse mundo globalizado e conectado do Século XXI. Ou seja; novos padrões de educação, capacitação, tecnologia, disciplina, ética e, sobretudo, liderança, cultura da qualidade, planejamento e governança são necessários para mudanças de patamar; tanto no futebol (no esporte, em geral!), como na organização social e na economia.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-2872 size-large" src="https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Cred-FRed-out-18-e1544474173318-1024x90.png" alt="" width="1024" height="90" srcset="https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Cred-FRed-out-18-e1544474173318-1024x90.png 1024w, https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Cred-FRed-out-18-e1544474173318-300x26.png 300w, https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Cred-FRed-out-18-e1544474173318-768x68.png 768w, https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Cred-FRed-out-18-e1544474173318-1536x135.png 1536w, https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Cred-FRed-out-18-e1544474173318.png 1772w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Goleiro Gilmar, a propósito de eventos extremos e da tragédia gaúcha</title>
		<link>https://idelt.org.br/goleiro-gilmar-a-proposito-de-eventos-extremos-e-da-tragedia-gaucha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[IDELT]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jun 2024 14:30:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Frederico Bussinger - Periscópio]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Bussinger]]></category>
		<category><![CDATA[Home]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://idelt.org.br/?p=8681</guid>

					<description><![CDATA[<p>Frederico Bussinger “Bolas difíceis? Não sei: umas pego, outras não. O que procuro é garantir que as bolas fáceis não entrem” [Gilmar, goleiro, campeão do mundo: Suécia-1958] &#160; Difícil escolher uma métrica adequada ou encontrar uma única palavra para descrever a tragédia gaúcha do último mês. Das dores, dos dramas humanos (mais de 150 mortes [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://idelt.org.br/goleiro-gilmar-a-proposito-de-eventos-extremos-e-da-tragedia-gaucha/">Goleiro Gilmar, a propósito de eventos extremos e da tragédia gaúcha</a> apareceu primeiro em <a href="https://idelt.org.br">IDELT</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-8607" src="https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-04-29-as-10.32.33_3350a521.jpg" alt="" width="141" height="171" srcset="https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-04-29-as-10.32.33_3350a521.jpg 1046w, https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-04-29-as-10.32.33_3350a521-247x300.jpg 247w, https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-04-29-as-10.32.33_3350a521-843x1024.jpg 843w, https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-04-29-as-10.32.33_3350a521-768x932.jpg 768w" sizes="(max-width: 141px) 100vw, 141px" /><br />
Frederico Bussinger</p>
<p style="text-align: right;"><em>“Bolas difíceis?<br />
Não sei: umas pego, outras não.<br />
O que procuro é garantir que<br />
as bolas fáceis não entrem”<br />
</em>[<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gylmar_dos_Santos_Neves">Gilmar</a>, goleiro, campeão do mundo:<br />
Suécia-1958]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Difícil escolher uma métrica adequada ou encontrar uma única palavra para descrever a tragédia gaúcha do último mês. Das dores, dos dramas humanos (mais de 150 mortes e cerca de 600 mil desalojados) temos conhecimento pelas centenas; milhares de reportagens, muitas ao vivo e de campo, veiculadas desde o final de abril passado por rádio, TV, mídia impressa e internet. Já com o paulatino <a href="https://www.terra.com.br/planeta/videos/nivel-do-guaiba-recua-e-fica-abaixo-da-cota-de-inundacao-pela-primeira-vez-em-um-mes,d8ffe6850b776c8bf0d722be7a6a83c3x74knt69.html">baixar</a> das águas vamos, aos poucos, tendo uma visão mais clara dos prejuízos materiais, empresariais, ambientais e urbanos que, com tristeza, mas muito provavelmente, superarão as mais pessimistas estimativas.</p>
<p>Para além das especulações e mútuas acusações, típicas desses tempos de Fla X Flu político (anabolizado pelas eleições municipais que se aproximam), o IDELT promoveu um “<em>6 ½ em debate</em>” dia 15/MAI passado, como o faz sobre temas relevantes há 17 anos: excelente e esclarecedora roda de conversa, horizontal, com participantes bem-informados, de gerações, formações e experiências diversas. Em comum, porém, a busca de entendimento do complexo quadro e, principalmente, o interesse em encontrar caminhos para lidar com tais situações; mesmo porque, infelizmente, essa não é nem exceção nem exclusividade do Rio Grande do Sul.</p>
<p>Uma curiosidade: quando o evento se iniciava, as águas do <a href="https://nivelguaiba.com/">Guaíba</a> estavam 2,13 m (algo como a altura de uma porta) acima do nível de <a href="https://storymaps.arcgis.com/stories/02d01e5f3a2b423893a2b2560fa8ecce">inundação</a> de Porto Alegre (3,00 m); e 22 cm (um palmo) abaixo do (novo) recorde de 5,35 m (5/MAI/2024, às 5h30)!</p>
<p>Praticamente não foi objeto de discussão no evento o fenômeno de elevação média das temperaturas no Planeta nas últimas décadas; uma evidência. Da mesma forma a existência e aumento de frequência e intensidade dos chamados “<em>eventos extremos</em>” (secas e inundações, em particular; mas também terremotos, furações e vulcões).</p>
<p>Aliás, o <a href="https://camaralog.com/?p=6860">quadro</a> gaúcho o exemplifica: ora <a href="https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2024/05/03/entre-secas-e-inundacoes-rio-grande-do-sul-vive-eventos-extremos-com-sinais-de-mudancas-climaticas.htm">falta</a> de água (o Estado vinha de 3 anos de secas), ora excesso, como agora:</p>
<ul>
<li>A respeito dessas, Porto Alegre experimentou <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Enchentes_em_Porto_Alegre_em_1941">12 principais cheias</a> em 150 anos de registros sistemáticos; a maioria delas em anos de El Niño: 1873, 1914, 1928, 1936, 1967, 1984, 2002, 2015, 2016, 2023, 2024; além da histórica de <a href="https://curtindoportoalegre.com.br/enchente-de-1941-em-porto-alegre/">1941</a>, esta vivida por Mario Quintana há 83 anos atrás, que a expressou nos versos de “<a href="https://www.recantodasletras.com.br/artigos/8059615"><em>Reminescências</em></a>”.</li>
<li>Uma semelhança (e até coincidência): tanto em 2024 como em 1941 o nível do Guaíba ultrapassou a cota de inundação no 29º dia do período de chuvas (que, naquele outono, durou 55 dias). Uma diferença: apesar de que em ambos os casos houve <a href="https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/novas-inunda%C3%A7%C3%B5es-frustram-retomada-do-com%C3%A9rcio-e-volta-para-casa-em-bairro-de-porto-alegre/ar-BB1nBU2S">repique</a>, este ano o nível voltou a ficar abaixo de tal cota <a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/porto-alegre/noticia/2024/05/depois-de-29-dias-guaiba-volta-a-ficar-abaixo-da-cota-de-inundacao-no-portico-central-do-cais-maua-clwuta2s2001c01e7jjkwmyyp.html">29 dias</a> depois de tê-la ultrapassado, enquanto em 1941 já <a href="https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2024/05/11/chuva-no-rs-foi-mais-concentrada-e-intensa-do-que-em-cheia-historica-de-1941-mostra-levantamento.ghtml">18 dias depois</a>.</li>
<li>Grande diferença: <a href="https://www.ufrgs.br/warp/2024/05/02/mapas-das-cheias-historicas-em-porto-alegre/">neste ano</a> o nível do Guaíba demorou 6 dias para sair de 1,24 m e estabelecer o novo <a href="https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2024/05/11/chuva-no-rs-foi-mais-concentrada-e-intensa-do-que-em-cheia-historica-de-1941-mostra-levantamento.ghtml">recorde</a> histórico (5, 35 m); enquanto que em 1941, incidentalmente também no início do mês de maio, foram necessários 10 dias para ele saltar de 1,16 m a <em>“apenas”</em> 4,76 m (o recorde anterior: 59 cm menor que o novo).</li>
</ul>
<p>Assim, a discussão no “<em>6 ½ em debate</em>” acabou centrada:</p>
<ul>
<li>Nas causas (e causas das causas) do aquecimento e dos “<em>eventos extremos</em>”;</li>
<li>Na extensão e gravidade das inundações gaúchas; e</li>
<li>Nas posturas, atitudes e ações, ante elas, adotadas pelos diversos atores envolvidos: sociedade e, particularmente, governantes.</li>
</ul>
<p><strong><u>Causas; e causas de causas:</u></strong></p>
<p>Na busca de entender as relações causais, e no espaço de um artigo, os dados, informações, ponderações e posicionamentos dos participantes poderiam ser sistematizados em 4 principais grupos afins (não mutuamente excludentes):</p>
<p>1) O aquecimento global, que produz mudanças climáticas, que gera <em>“eventos extremos”</em> pontuais, além de recuos glaciais, desertificações, desaparecimento de florestas, degelos de solos permanentemente congelados (“<em>permafrost</em>”), etc, resultam do aumento acelerado da emissão de gases de efeito estufa – GEE: a) particularmente do CO2 e, b) mais intensamente desde a Revolução Industrial (Século XIX).</p>
<p>2) Além dos GEE, os <em>“eventos extremos”</em> seriam influenciados, tanto pelas atividades solares dos últimos 100 anos, como por ciclos de longo prazo de transformação/evolução do Planeta.</p>
<p>3) Chuvas (em todo lugar do mundo) têm ciclos anuais; também outros periódicos (com periodicidades variáveis). Cheias, enchentes, inundações sempre existiram, em maior ou menor grau. Se o aquecimento global/mudanças climáticas tem alguma correlação com elas é, <em>“apenas”</em>, no sentido de torná-los mais frequentes.</p>
<p>4) Se &#8220;<em>rotineiro</em>&#8220;, ou se &#8220;<em>agravado</em>&#8220;, mais importante que as chuvas (seus volumes e concentração), são as condições para seu escoamento/drenagem. E mais, a &#8220;<em>imprudência</em>&#8221; de ocupação de áreas alagáveis e de encostas (autorizadas ou clandestinas). Ou seja: a ação humana é mais importante no tocante à ocupação e uso do território que das emissões de GEE (reverberando o Cacique Xoclengues e Leonardo da Vinci, protagonistas do <a href="https://idelt.org.br/agua-chuvas-enchentes-licoes-aprendidas-e-a-aprender/">artigo</a> anterior).</p>
<p>Muito possivelmente essa síntese também reflita discussões de outros fóruns que se debruçam sobre os chamados <em>“eventos extremos”</em>, em geral.</p>
<p><strong><u>Rio Grande do Sul &#8211;  2024:</u></strong></p>
<p>Já no caso concreto, pelos dados, informações e análises preliminares, tudo indica que a tragédia gaúcha poderia ter sido de menores proporções se, por um lado, manutenções e operações de sistemas de prevenção/defesa estivessem com planos de manutenção em ordem, se tivessem sido operados adequadamente; e, por outro, se planos/projetos, alguns muito detalhados, outros até com licença ambiental expedida, tivessem sido executados: muito triste; inaceitável!</p>
<p>No tocante a planejamento, p.ex:</p>
<ul>
<li>Em <a href="https://www.infomoney.com.br/politica/governo-lanca-plano-de-r-188-bi-para-prevencao-de-desastres-naturais/">8/AGO/2012</a> (12 anos atras), e <em>“em resposta a eventos climáticos como os deslizamentos de terra na região serrana do Rio de Janeiro, que deixaram mais de 900 mortos e milhares de feridos em JAN de 2011”</em>, o Governo Federal concluiu e <a href="https://www.sgb.gov.br/publique/media/gestao_territorial/plano_nac_risco.pdf">divulgou</a> o “<em>Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais”</em> (com espaço destacado para o RS). Este previa investimentos de R$ 18 bilhões para prevenção (obras estruturantes), mapeamento (das áreas de risco), resposta (socorro, assistência e reconstrução), e monitoramento e alerta (estruturação da rede nacional). Cumpria, então, o definido pelo Art. 21; XVIII da <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/ConstituicaoCompilado.htm">CF/88</a>: “<em>Compete à União&#8230; planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas, especialmente as secas e as inundações</em>”.</li>
<li>Em 12/SET/2018 (6 anos atras), a Metroplan apresentou o “<em>Plano Metropolitano de Proteção Contra Cheias</em>” (<a href="https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Apresentacao-Governador-12-09-2018-Contra-as-Cheias.pdf" target="_blank" rel="noopener">45 slides</a>) em reunião do Governador do Estado com os Prefeitos da Região Metropolitana de Porto Alegre no Palácio Piratini; segmentado em 4 eixos: convivência com as cheias, ações não estruturais (sem execução de obras), desapropriação das áreas inundadas, e ações estruturais (com execução de obras), para as quais estavam previstos investimentos entre R$ 1,4 e 1,6 bilhão (dependendo das alternativas escolhidas). Em 13/FEV/2019 esse Plano foi <a href="http://www.metroplan.rs.gov.br/conteudo/3253/?Superintend%C3%AAncia_da_Metroplan_trata_em_Bras%C3%ADlia_sobre_Plano_Metropolitano_de_Prote%C3%A7%C3%A3o_Contra_Cheias">apresentado</a> ao Ministério do Desenvolvimento do governo recém empossado. OBS: Esses estudos e projetos, atualizados, são disponibilizados pela Metroplan e detalhados por bacias: <a href="https://issuu.com/sedur-rs/docs/revista_t_cnica_-_bacia_hidrogr_fica_do_rio_gravat">Gravataí</a>; <a href="https://issuu.com/sedur-rs/docs/revista_t_cnica_-_eldorado_do_sul_compressed_1_">Jacui</a>; <a href="https://issuu.com/sedur-rs/docs/estudos_e_projetos_-_bacia_rio_dos_sinos">Sinos</a>; <a href="https://issuu.com/sedur-rs/docs/revista_t_cnica_-_rio_ca_">Caí</a>; e <a href="https://issuu.com/sedur-rs/docs/revista_t_cnica_-_arroio_feij_-_alvorada_porto_al">Alvorada e Porto Alegre</a>.</li>
<li>O Guaíba flui para a Lagoa dos Patos, e essa para o Oceano Atlântico em Rio Grande, a cerca de 300 km de Porto Alegre. A ideia de um canal, mais próximo de Porto Alegre, que permita maior vazão, e que seja menos afetada pelos fortes e frequentes ventos do sul, voltou a ser aventada e discutida. Mas vale lembrar que um estudo para “<em>Ligação de Porto Alegre ao Mar</em>” fora contratado a um consórcio de empresas francesas e a Hidrobrasileira pela CODEL (<em>“Comissão de Desenvolvimento Econômico do Litoral), </em>criada em <a href="https://arquivopublicors.wordpress.com/tag/decreto-no-11-248/">4/ABR/1960</a>. Os estudos técnicos e econômicos foram concluídos em 1962: não estão claros os encaminhamentos daí em diante!?!</li>
</ul>
<p>Esse são só exemplos: certamente muitos outros planos e projetos, nos diferentes níveis de governo, foram elaborados nas últimas décadas. A pergunta, pois, se torna inevitável: quanto deles foi efetivamente implementado? E o foram como projetados? Se tivessem sido, o que e quanto poderia ter sido evitado. Particularmente em relação a Porto Alegre, a inundação teria alcançados as proporções que alcançou?</p>
<p>Sobre este ponto, e já no tocante às infraestruturas e sistemas existentes, algo parece estar ficando claro: <a href="https://cbn.globo.com/brasil/noticia/2024/05/08/sistema-que-poderia-ter-evitado-inundacao-em-porto-alegre-apresentou-diversas-falhas.ghtml">se</a> o <a href="https://globoplay.globo.com/v/2800771/">sistema</a> de 68 km de defesa/proteção de Porto Alegre (apesar de não ser uma <a href="https://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/tragedia-em-porto-alegre-mea-culpa/">unanimidade</a>), tivesse <a href="https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2024/05/08/como-funcionam-as-comportas-do-guaiba.ghtml">funcionado</a> como previsto, a cidade poderia ter tido um alagamento aqui outro ali (fruto das chuvas locais), mas dificilmente teria sido inundada como foi: a <a href="https://www.youtube.com/watch?v=p7jmjt64WYw">Holanda</a> é <em>benchmarking</em> a respeito!</p>
<p>Mais especificamente, o dramático quadro só ocorreu, conforme do noticiário já é possivel depreender: i) porque sua <a href="https://noticias.r7.com/enchentes-no-rio-grande-do-sul/video/falta-de-manutencao-de-sistema-contra-enchentes-e-apontada-como-um-dos-fatores-para-tragedia-no-sul-16052024/">manutenção</a> não vem sendo feita adequadamente: contato ferro-com-ferro, sem vedação, claro, não é próprio  para conter a água; ii) A capacidade de drenagem foi comprometida porque muitas bombas não entraram em operação e, muitas que entraram, foram paralisadas por falta de geração própria; iii) Apesar de serem projetadas para níveis de água de 6 metros, uma das 14 <a href="https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2024/05/08/como-funcionam-as-comportas-do-guaiba.ghtml">comportas</a> foi <a href="https://noticias.uol.com.br/videos/2024/05/03/inundacao-do-rio-guaiba-comporta-do-portao-14-do-cais-maua-se-rompe-em-porto-alegre.htm">rompida</a> com 4,5 m.</p>
<p>Em síntese: há visões plurais em relação às relações causais. Mas, no tocante às ações preventivas (como desassoreamento), contingentes e mitigadoras, as evidencias apontam no sentido de haver, há algum tempo, um déficit de planejamento, execução e governança. De “<em>law enforcement”</em>  (cumprimento de leis, normas e planos) também.</p>
<p>Ou seja, contrariando as lições de Gilmar dos Santos Neves, nosso goleiro nas Copas do Mundo de 1958 e 1962, bolas não tão difíceis, algumas até fáceis parece estarem entrando no gol; lição inspiradora e essencial para o esforço de reconstrução do Rio Grande do sul que se inicia.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-2872 size-large" src="https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Cred-FRed-out-18-e1544474173318-1024x90.png" alt="" width="1024" height="90" srcset="https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Cred-FRed-out-18-e1544474173318-1024x90.png 1024w, https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Cred-FRed-out-18-e1544474173318-300x26.png 300w, https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Cred-FRed-out-18-e1544474173318-768x68.png 768w, https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Cred-FRed-out-18-e1544474173318-1536x135.png 1536w, https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Cred-FRed-out-18-e1544474173318.png 1772w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Água, chuvas, enchentes: Lições aprendidas&#8230; e a aprender</title>
		<link>https://idelt.org.br/agua-chuvas-enchentes-licoes-aprendidas-e-a-aprender/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[IDELT]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 May 2024 13:54:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Frederico Bussinger - Periscópio]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Bussinger]]></category>
		<category><![CDATA[Home]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Frederico Bussinger “Se tens que lidar com água, consulta primeiro a experiência, depois a razão” [Leonardo Da Vinci] “As coisas estão no mundo, só que eu preciso aprender…” [Paulinho da Viola] &#8220;A lição sabemos de cor, só nos resta aprender&#8221; [Beto Guedes] &#160; Herr Blumenau (na verdade, Hermann Bruno Otto Blumenau), alemão, implantou no vale [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://idelt.org.br/agua-chuvas-enchentes-licoes-aprendidas-e-a-aprender/">Água, chuvas, enchentes: Lições aprendidas&#8230; e a aprender</a> apareceu primeiro em <a href="https://idelt.org.br">IDELT</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-4349" src="https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2021/07/Fredy-foto.jpg" alt="" width="80" height="97" /><br />
Frederico Bussinger</p>
<p style="text-align: right;"><em>“Se tens que lidar com água, </em><br />
<em>consulta primeiro a experiência, depois a razão”</em><br />
[Leonardo Da Vinci]</p>
<p style="text-align: left;"><em>“As coisas estão no mundo, </em><br />
<em>só que eu preciso aprender…”</em><br />
[Paulinho da Viola]</p>
<p style="text-align: right;"><em>&#8220;A lição sabemos de cor, </em><br />
<em>só nos resta aprender&#8221;</em><br />
[Beto Guedes]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Herr Blumenau (na verdade, Hermann Bruno Otto Blumenau), alemão, implantou no vale do Rio Itajaí-Açu-SC uma colônia em meados do Século XIX. Esta veio a ser hoje a conhecida, próspera e hospitaleira cidade que leva seu nome.</p>
<p>Consta que, ao se preparar para a viagem de imigração, lembraram-lhe que os índios <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Xoclengues">xoclengues</a>, habitantes da região escolhida, “<em>eram</em> <em>muito violentos</em>”. Aliás, o que também ouvira em viagem precursora, quatro anos antes.</p>
<p>Desembarcou em Itajaí com 16 outros colonos compatriotas. Subiu o rio com todo o cuidado; tomado também ao chegar naquele 2/SET/1850 à foz do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ribeir%C3%A3o_Garcia">Ribeirão Garcia</a>, seu afluente, hoje centro histórico da Cidade.</p>
<p>Afastado dos assentamentos indígenas o local lhe pareceu seguro. Dividiu a gleba entre eles. Edificaram. Plantaram. Colheram.</p>
<p>Passado um tempo, como os “<em>indígenas violentos</em>” não deram o ar da graça, tomaram a iniciativa e resolveram fazer uma aproximação. O cacique os recebeu, em princípio desconfiado, mas sem hostilidades.</p>
<p>Com muito jeito, Herr começou falando das vicissitudes na Europa naqueles tempos; das razões de migração para o Brasil; do “<em>mal jeito</em>” de terem se fixado “<em>nas terras de vocês</em>”&#8230;. e tal e coisa. Espantou-se quando o cacique o interrompeu: “<em>mas aquelas terras não são nossas</em>!”. Meio sem jeito, ele ousou perguntar: “<em>então de quem são?</em>”</p>
<p>&#8211; “<em>Das águas”</em>, respondeu o cacique!</p>
<p>A história, daí em diante, é conhecida&#8230; e justificada com impressionante regularidade: uma primeira enchente ocorreu logo dois anos depois (29/OUT/1852); algo que não deveria ter sido surpresa para Herr que, em carta à família, em 1848, já mencionara as cheias do Itajaí-Açu.</p>
<p>Desde então, já foram <a href="https://alertablu.blumenau.sc.gov.br/p/enchentes">101</a> enchentes nos registros desses 172 anos (alguns deles com mais de uma): a cota recorde em <a href="https://adalbertoday.blogspot.com/2011/03/enchente-de-1880-de-blumenau.html">1880</a>; a mais longa em <a href="http://www.blumenauvertical.com.br/2011/10/documentario-dos-100-anos-da-grande.html">1911</a>; a de <a href="https://ndmais.com.br/cidadania/enchente-de-1983-memorias-da-catastrofe-que-marcou-blumenau-escutava-os-gritos-de-socorro/">1983</a>, mais lembrada pela extensão dos sofrimentos e danos, numa Blumenau então já fortemente industrializada. O recorde do Século XXI em <a href="https://ndmais.com.br/seguranca/fotos-tragedia-de-2008-em-blumenau-completa-14-anos-imagens-mostram-destruicao-na-cidade/">2008</a>, enchente que destruiu berços e forçou a paralização do <a href="https://pontoaporto.blogspot.com/2008/12/tragdia-do-porto-de-itaja-x-o-modelo.html">Porto de Itajaí</a> por longo período; e a de <a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2023/10/13/blumenau-vive-enchente-historica-apos-rio-itajai-acu-superar-maior-nivel-desde-2011-fotos.ghtml">2023</a>, que provocou a <a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/oktoberfest/noticia/2023/10/06/oktoberfest-2023-e-a-primeira-da-historia-a-ser-suspensa-em-blumenau-em-39-anos.ghtml">suspensão</a> da tradicional Oktoberfest pela primeira vez em seus 39 anos.</p>
<p>De igual modo, os registros de Porto Alegre dão conta de 12 principais cheias em 150 anos: 1873, 1914, 1928, 1936, 1967, 1984, 2002, 2015, 2016, 2023, 2024; além da histórica de 1941 (a maior anteriormente), esta vivida por Mario Quintana que a expressou nos versos de “<a href="https://www.recantodasletras.com.br/artigos/8059615"><em>Reminescências</em></a>”.</p>
<p>Dificilmente o cacique ouvira falar de Da Vinci. Mas é certo que testemunhara inúmeras enchentes na região. Seus antepassados outras centenas ou milhares. Curioso é que Herr, químico e farmacêutico com formação sofisticada, se ouvira falar de Da Vinci, não se convencera da importância de, quando se lida com águas, consultar-se primeiro a experiência.</p>
<p>Dito de forma mais direta: quem quer conviver com águas, tem que “<em>negociar</em>” com ela as condições!</p>
<p><strong><u>Da Vinci; experiências não faltam!</u></strong></p>
<p>Além dessa lição básica, só ao longo desses quase dois séculos de desastres registrados em várias regiões do Brasil, é possivel arrolar outras evidências, constatações e experiências que poderiam ser sistematizadas também como lições aprendidas; seguindo recomendação de Paulinho da Viola e Beto Guedes:</p>
<ul>
<li>Planos, projetos, obras são importantes; mas <a href="https://camaralog.com/?p=5474">manutenção</a> também: aliás, ela é imprescindível! P.ex: ter um sistema de proteção com 68 km de diques, projetado para cheias de até 6 metros, como o de Porto Alegre, mas que, na hora-H se <a href="https://noticias.uol.com.br/videos/2024/05/03/inundacao-do-rio-guaiba-comporta-do-portao-14-do-cais-maua-se-rompe-em-porto-alegre.htm">rompe</a> (ainda abaixo dos 5 m); bombas que não funcionam, inexistência de fonte emergencial de energia, ou, pasmem, constatar-se que falta vedação em algumas das 14 <a href="https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2024/05/08/como-funcionam-as-comportas-do-guaiba.ghtml">comportas</a> (com contato ferro-ferro há vazamento!), é <a href="https://cbn.globo.com/brasil/noticia/2024/05/08/sistema-que-poderia-ter-evitado-inundacao-em-porto-alegre-apresentou-diversas-falhas.ghtml">inaceitável</a>! Não? OBS: no início desta década houve grande polêmica entre os que <a href="https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/colunas/pensar_a_cidade/2021/06/798257-consorcio-propoe-derrubar-muro-da-maua-e-usar-estrutura-movel-a-beira-do-guaiba.html">propunham</a> e os <a href="https://www.ufrgs.br/iph/wp-content/uploads/2021/01/MANIFESTO-IPH-Muro-da-Maua_jan2021.pdf">contrários</a> à derrubada de parte dessa estrutura, o “<em>Muro da Mauá</em>”.</li>
<li>De igual forma, planos de contingência: não há espaço para improvisações quando a catástrofe já é uma realidade, quando o caos já está instalado. Aí, é o que dá para ser feito!</li>
<li>Rios assoreados têm menor capacidade de vazão e transbordam de suas calhas com mais facilidade. Claro que devem ser desassoreados periodicamente. Mas, por que não agir, também, preventivamente? P.ex: manter matas ciliares; evitar ocupações de áreas lindeiras e encostas (esta, fonte maior do material que assoreia os rios); etc.</li>
<li>Águas densas, com detritos, fluem com mais dificuldade. Se com pneus, colchões, moveis, geladeiras, entulhos de construção, com mais dificuldade ainda.</li>
</ul>
<p>Ah! Especificamente sobre a catástrofe gaúcha, em curso, já há uma primeira sistematização de dados/informações, elaborada e divulgada pela <a href="https://storymaps.arcgis.com/stories/a81d69f4bccf42989609e3fe64d8ef48">UFRGS</a>. Visa dar “<em>suporte à decisão</em>”. E, claro, principalmente à ação!</p>
<p>Enfim; os registros e evidências de Blumenau e Porto Alegre (outros também) indicam que as chuvas têm se tornado mais <a href="https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2024/05/11/chuva-no-rs-foi-mais-concentrada-e-intensa-do-que-em-cheia-historica-de-1941-mostra-levantamento.ghtml?utm_source=share-universal&amp;utm_medium=share-bar-app&amp;utm_campaign=materias">concentradas</a>, o que amplia os impactos. Mas também indicam que temporais, trombas d´água, chuvas prolongadas, inundações sempre existiram. E são até previsíveis. Ué! Não fosse assim, de onde teria vindo a <em>“experiência”</em> do cacique?</p>
<p><strong><u>Desafios à frente</u></strong></p>
<p>Não dá, pois, para, professoralmente, limitar-se a responsabilizar a “<em>mãe-natureza</em>” ou o <em>“aquecimento global” </em>(fenômeno tão amplo, complexo e impessoal); mormente se como álibi para inação pontual/local.</p>
<p>Tampouco apenas cobrar dos poderes públicos (prefeituras, governos estaduais e federal) que, claro, têm responsabilidades; seja pela leniência (deixando que façam o que não poderia ser feito), seja por omissão (do que eles deveriam fazer), seja pelo que e como eles decidem e fazem.</p>
<p>A população, a comunidade, a sociedade, que são as primeiras vítimas das catástrofes, também são parte do problema (no mínimo, no tocante às suas consequências). Mas podem, também, ser parte da solução.</p>
<p>Em síntese: antecipação (eventos), prevenção (impactos), minimização (danos), socorro (afetados), restabelecimento (sistêmico); é estratégia que requer planejamento e gestão, muito facilitada com a participação de todas as partes envolvidas: ou seja, nós!</p>
<p>Aliás, consciência e espírito de solidariedade não faltam à maioria do povo brasileiro, de todas as regiões, como o demonstra essa mobilização em apoio ao RS e sua população. Emocionante!</p>
<p>Vale lembrar que a <a href="https://www.greelane.com/pt/humanidades/geografia/polders-and-dikes-of-the-netherlands-1435535/">Holanda</a>, com mais de 1/4 do seu território abaixo do nível do mar, onde abriga mais de 60% de sua população, e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Geografia_dos_Pa%C3%ADses_Baixos">metade</a> em áreas a menos de 1m acima dele, acumulou <a href="https://veja.abril.com.br/mundo/entenda-como-a-holanda-escapou-da-enchente-do-seculo/">experiências</a> e <a href="https://olhardigital.com.br/2024/03/19/ciencia-e-espaco/o-que-sao-os-diques-da-holanda-um-dos-maiores-feitos-da-engenharia-civil/">agiu</a> ao longo dos séculos; particularmente a partir da grande <a href="https://www.britannica.com/event/North-Sea-flood">catástrofe</a> de <a href="https://royalsocietypublishing.org/doi/10.1098/rsta.2005.1568">1953</a>,  para conviver com as ressacas do mar, as chuvas intensas e os degelos; por vezes simultaneamente. É inspirador saber que as mundialmente conhecidas flores holandesas, uma pujante indústria, e cerca de 70% do seu PIB são produzidos abaixo do nível do mar; não?</p>
<p>Mesmo as maiores e mais sofisticadas medidas preventivas, todavia, não impedem a ocorrência de catástrofes. E, também nesses casos, há exemplos inspiradores; p.ex: New Orleans (Furacão <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Furac%C3%A3o_Katrina">Katrina</a>, 23/AGO/2005); Japão (Terremoto e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tsun%C3%A2mi">Tsunâmi</a>, 11/MAR/2011); e New York (Furacão <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Effects_of_Hurricane_Sandy_in_New_York">Sandy</a>, 22/OUT/2012), que se reergueram após tê-las vivido/experimentado há poucos anos atrás.</p>
<p>A par dos resgates e do socorro às vítimas (óbvio, a prioridade-zero), e das primeiras ações para restaurar a rotina das pessoas/famílias, e do funcionamento das cidades e da economia, a reconstrução do RS já está em pauta.</p>
<p>Verbas públicas, claro, são importantes; imprescindíveis. Iniciativas e empreendimentos privados, também. Mas seria frustrante, e um erro histórico, se tantas dezenas de bilhões de R$ vierem a ser usados para simplesmente se reconstruir, da <a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/05/enchentes-forcam-reconstrucao-de-cidades-gauchas-em-outros-lugares.shtml">mesma forma</a>, o que havia <a href="https://www.nsctotal.com.br/noticias/pesquisador-do-rs-afirma-que-cidades-inteiras-podem-ter-que-mudar-de-lugar-apos-enchente">antes</a> dessa catástrofe gaúcha &#8230; sob pena de, indesculpavelmente, negligenciarmos os ensinos do cacique, Paulinho da Viola e, principalmente, de Da Vinci. Várias cidades, p.ex, deverão ter que <a href="https://www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/cidades-inteiras-do-rs-ter%C3%A3o-que-mudar-de-lugar-diz-pesquisador-que-alertou-para-despreparo-contra-chuvas/ar-BB1m0YWE">mudar</a> de localização.</p>
<p>A catástrofe gaúcha, para além de sua dramaticidade, também nos oferece (mais) uma oportunidade (melhor, obrigação!) de transformar a ocupação dos espaços, as infraestruturas, nossas governanças &#8230; e a nós mesmos, na esperança/perspectiva de que volte a raiar um <em>“sol de primavera”</em>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-2872 size-large" src="https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Cred-FRed-out-18-e1544474173318-1024x90.png" alt="" width="1024" height="90" srcset="https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Cred-FRed-out-18-e1544474173318-1024x90.png 1024w, https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Cred-FRed-out-18-e1544474173318-300x26.png 300w, https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Cred-FRed-out-18-e1544474173318-768x68.png 768w, https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Cred-FRed-out-18-e1544474173318-1536x135.png 1536w, https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Cred-FRed-out-18-e1544474173318.png 1772w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
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		<title>&#8220;Houston, we have a problem!&#8221; – A Baixada Santista também</title>
		<link>https://idelt.org.br/houston-we-have-a-problem-a-baixada-santista-tambem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[IDELT]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Apr 2024 15:16:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Frederico Bussinger - Periscópio]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Bussinger]]></category>
		<category><![CDATA[Home]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Frederico Bussinger “Insanidade é repetir as mesmas coisas, e esperar resultados diferentes” [Atribuída a Einstein] “O que não dá para ser feito? Mas, que se for feito, muda tudo!” [Joel Barker] É praticamente um consenso que os principais gargalos DO Porto/Complexo de Santos atualmente não estão NO porto: são seus acessos. Acesso aquaviário para os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-4349" src="https://idelt.org.br/wp-content/uploads/2021/07/Fredy-foto.jpg" alt="" width="80" height="97" /><br />
Frederico Bussinger</p>
<p style="text-align: right;"><em>“Insanidade é repetir as mesmas coisas,<br />
e esperar resultados diferentes”<br />
</em>[Atribuída a Einstein]</p>
<p><em>“O que não dá para ser feito?<br />
Mas, que se for feito, muda tudo!”</em><br />
[Joel Barker]</p>
<p>É praticamente um consenso que os principais gargalos DO Porto/Complexo de Santos atualmente não estão NO porto: são seus acessos. Acesso aquaviário para os navios de grande porte que crescentemente o frequentam (destaque para os conteneiros). Mas, principalmente, os acessos terrestres: rodoviários e ferroviários.</p>
<p>Essa constatação embute uma má e uma boa notícia.</p>
<p>Melhor; uma face boa, meio que compensatória, dos infortúnios de quem vive e trabalha na região: esse quadro resulta do <em>“sucesso”</em> das transformações que o porto, em si, passou nos últimos 30 anos. Como assim?</p>
<p>As 173,3 Mt de <a href="https://www.portodesantos.com.br/2024/01/25/recuperacao-do-conteiner-e-safra-recorde-elevam-movimentacao-no-porto-de-santos/">2023</a> Mt são 6 vezes maiores que as 29,1 Mt movimentadas em 1993; ano em que foi sancionada a Lei nº 8.630, balizadora de um ciclo de reformas que anabolizou os portos brasileiros. Santos, em particular, deste então cresceu, em média, 5,9% ao ano (2 dígitos em alguns anos); percentual só superado pelo crescimento do PIB em 2 desses 30 anos: economia, mercado de trabalho e receitas tributárias (das 3 esferas) foram fortemente impactadas.</p>
<p>Mas essas 140 Mt/ano, paulatinamente agregadas, claro, precisavam sair/chegar de alguma forma aos navios. Como a capacidade rodoviária e ferroviária, malgrado algumas iniciativas e investimentos, não acompanharam o ritmo de evolução das instalações portuárias, chegar-se ao imbróglio atual era algo inevitável: apenas uma questão de tempo. Algo “<em>contratado</em>”, usando bordão corrente.</p>
<p>Já a má notícia é que os infortúnios das pessoas, o maior consumo de combustíveis e emissões, e os custos rodoviários/logísticos extras/adicionais, podem se tornar ainda mais dramáticos no futuro próximo. E, isso, muito provavelmente ocorrerá se mantido o atual padrão de planejamento, governança e regulação:</p>
<p>Se as previsões do <a href="http://www.portodesantos.com.br/wp-content/uploads/PDZ.pdf">PDZ</a> (JUL/2020) se realizarem, o Complexo virá a movimentar 240,6 Mt/ano em 2040 (mais 67,3 Mt/ano que em 2023 &#8211; 39%); já então sob uma nova matriz de transportes de/para a hinterlândia: 40% ferro; 47% rodo; 4% duto; e 9% transbordo. Só que, apesar da desejável e ambiciosa meta de duplicação ferroviária sobre a base-2020 (45 para 86 Mt/ano), o modo rodoviário precisaria, ainda assim, crescer 37,8% (27,7 Mt/ano). Para se ter uma ideia, isso equivale a mais 2.530 carretas de 30 t por dia-calendário: uma fila, adicional, para-choque a para-choque, de mais de 60 km&#8230; diariamente!</p>
<p>Mais grave; esta seria, apenas, a ponta do <em>iceberg</em>: os projetos e projeções consagrados no PDZ/2020-40 não contemplavam nem expansões que já estavam previstas para os TUPs existentes, nem estudos para implantação de mais meia dúzia de outros novos (alguns autorizados posteriormente). Se tudo vier a ser concretizado, seriam mais 70-80 Mt/ano só de demanda ferroviária. Ou seja, volume da ordem de grandeza do total hoje projetado para 2040!</p>
<p>Em síntese, é fácil constatar que as demanda, oferta e matriz de transportes enunciadas não se conversam. Vale dizer, se cada número/meta for verdadeiro de per si, alguma coisa não terá como acontecer: ou as movimentações não crescerão tanto, ou as expansões previstas não ocorrerão; ou as novas implantações não se efetivarão; ou a matriz de transportes terá outro perfil. Ah! Isso mesmo que a <a href="https://esg2022.mrs.com.br/a-mrs/concessao-da-operacao/">meta</a> de 109 Mt/ano da MRS para a “<em>Ferradura</em>” seja antecipada de 2056 para 2040!</p>
<p><strong><u>Há saída?</u></strong></p>
<p>Os planos e investimentos decorrentes das renovações antecipadas da Rumo e da MRS contribuirão para tais objetivos? Sim. A ampliação da capacidade da “<em>Ferradura</em>” (acesso ferroviário único para todos os terminais do Complexo)? Sim! A FIPS substituindo a Portofer (modelo limitado e que nunca chegou a cumprir os compromissos e metas previstos)? Sim. Mas, todos eles, juntos, são ainda insuficientes para se alcançar todas as metas projetadas. Numa analogia ao salto com vara, o sarrafo ainda está distante!</p>
<p>O que fazer, então, para atender às necessidades da economia paulista e da hinterlândia do Complexo, e/ou para não desperdiçar as oportunidades que batem à porta?</p>
<p>Implantação de novas infraestruturas (Terceira Via rodoviária, nova ferrovia na Serra, porto <em>off-shore</em>, p.ex), claro, mais cedo ou mais tarde poderão vir a ser necessárias e boas alternativas. Mas, antes disso, não há o que ser feito para aumentar as eficiências e capacidades das infraestruturas e dos sistemas existentes nesta década? Ou até o horizonte-2040? Valeria avaliar e discutir, p.ex:</p>
<p>No curto/médio prazo: reduzir as impedâncias viárias causadas por buracos, iluminação e sinalização precárias; também por estacionamentos irregulares e/ou desnecessários para a operação portuária. Reduzir os picos dos fluxos (pelo maior uso noturno e finais de semana). Utilizar a Rodovia dos Imigrantes também para descida em horários selecionados e veículos com padrões modernos de segurança. Maximizar a integração física, operacional, e informacional entre a FIPS e as concessões; como em Chicago, Rotterdam, portos chineses, entre outros.</p>
<p>No médio/longo prazo: priorizar a implantação de novos terminais de graneis sólidos e carga geral no &#8220;<em>Fundão do Estuário</em>&#8221; (para diminuir a movimentação pelo viário da Baixada; reduzindo os TKUs terrestres).</p>
<p>Ou seja, uma abordagem com enfoque mais logístico no planejamento e gestão das infraestruturas e serviços que, aliás, deveria ensejar e nortear uma revisão do PDZ (JUL/2020), do <a href="https://www.gov.br/transportes/pt-br/assuntos/noticias/curtas-transportes/2019/04/plano-mestre-do-porto-de-santos-e-atualizado">Plano Mestre</a> (ABR/2019) e, até, do PNL em elaboração; agora para o horizonte 2050.</p>
<p>É difícil? Fácil certamente não é. Mormente porque há um número elevado de atores e interesses (econômicos, políticos e corporativos) envolvidos. No setor público, ademais, 3 instâncias de poder&#8230; raramente alinhadas.</p>
<p>Já foi tentado e não deu certo? Algumas iniciativas, sim. Mas será que a estratégia utilizada foi a mais adequada?</p>
<p>Lógico que um alargamento viário aqui, mais um pátio ferroviário ali, um viaduto acolá, como os já implementados, ajudam. Mas dificilmente serão soluções pontuais, parciais, localizadas, segmentadas que permitirão, paralela e conjuntamente, solucionar o imbróglio existente (estabelecendo novo padrão porto-cidades-meio ambiente) e viabilizar o previsto e desejado crescimento das movimentações.</p>
<p>Um grande desafio; certamente!</p>
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