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Projeto Seis e Meia em Debate discute “A gasolina Nossa de Cada Dia”

 

Dia 29 de novembro último, aconteceu mais uma jornada do Projeto “Seis e Meia em Debate” que integra as ações do IDELT – Instituto de Desenvolvimento, Logística, Transporte e Meio Ambiente, que ocorrem às primeiras segunda-férias dos meses do ano desde março de 2009. Já são mais de 12 anos no ar!

Discutindo “A gasolina Nossa de Cada Dia”, esse debate marcou a retomada da atividade pós pandemia tendo recebido muitos convidados que compareceram presencialmente. Convidado para ilustrar o assunto foi o Dr. Josef Barat, economista, pós-graduado em planejamento econômico pela Sorbonne, Doutor pela UFF, articulista do Estadão, Sócio-Diretor da Planan Consult, foi Secretário de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, Superintendente do BNDES, Diretor da ANAC e da EMTU, com diversos livros publicados.  Mas infelizmente, devido a acidente doméstico de última hora, não pode comparecer. A ele ficam nossos agradecimentos e os votos de rápida e total recuperação.

Mesmo sentido a ausência do nosso expositor, rapidamente foi organizada uma Roda de Conversa, sob a condução do Professor André Pontes. Aproveitando o mesmo tema, inicialmente, enfocou o descompasso entre os preços dos combustíveis e a realidade econômica brasileira. E o quanto isso tudo tem custado ao desenvolvimento do país, com reflexos na indústria, comércio e setor de serviços. Exceção, claro, feita ao agronegócio e ao E-commerce, que vão muito bem, obrigada! E, adiantando uma das questões postas sobre o assunto, disse que sim, sob determinados aspectos, o país ficou mais pobre nesse pós pandemia.

Feita a introdução, já havia vários inscritos, tendo se seguido riquíssimo debate. Abordou-se desde a necessidade de voltar a apoiar pessoas e famílias que, mesmo empregadas, não conseguem se manter, até às questões ambientais, econômicas e de desenvolvimento sustentável. Consenso entre os presentes é que a pandemia provocou circunstâncias desoladoras no início de 2021, com   pessoas impactadas em diferentes aspectos, desde econômicos, sociais e até mesmo psicológicos. Desde março de 2020 o número de pessoas pobres se multiplicou. Esse fato remete, como lembraram alguns, à necessidade de apoiar famílias e pessoas para que possam se restabelecer. Os governos poderiam ter feito mais e melhor em relação à retomada da economia.

Em compensação o agronegócio brasileiro caminha neste ano para um novo recorde na produção de grãos, superando a supersafra de 2017, lembrou Janos, lamentando que esse bom desempenho não se converta em geração de empregos, já que o agronegócio é atividade intensiva, de alta produtividade, automatização e se dá áreas extensas, demandando mão de obra mais qualificada e escolarizada, concentrando-se a maior parte da produção brasileira nas regiões Centro, Oeste e Sul do país. A pobreza rural se concentra no interior do Nordeste, no maranhão, Piauí e Bahia, dados que foram apontados em recente pesquisa da FGV. Joaquim lembrou, ainda, da dependência tecnológica brasileira. Brasil e Argentina exportam comodities agrícolas, mas países pequenos como Islândia e Singapura exportam tecnologia, com valor agregado muito maior. Lembrou-se que, poucos são os jovens que se interessam por esse assunto e que hoje, a maioria deles, ou quer sair do país ou busca um cargo público, por concurso, o que reflete a desestruturação econômica de empresas e falta de perspectivas de desenvolvimento econômico do país.

País com grandes perspectivas ambientais com possibilidades enormes de desenvolvimento. Valdir lembrou do interesse internacional crescente para instalação de parques eólicos offshore, entre outras atividades sustentáveis com possibilidades de expansão. Comentou-se sobre o garimpo na Rio Madeira arguindo a legalidade ou legitimidade do extrativismo já que garimpeiros praticam a atividade no local há muitos anos. A bronca ficou por conta da degradação do ambiente, porque as balsas remexem o solo abaixo da água do rio, com muitas dragas trabalhando ininterruptamente, sugando um grande volume de sedimentos, junto com o ouro e terra, sendo usado mercúrio para separar o material coletado, causando danos aos peixes e aos seres humanos, afetando sistema nervoso, imunológico, pulmões, rins, podendo levar à morte.

Ainda, temas como educação e retomada da empregabilidade não ficaram de fora. Algumas pinceladas sobre a indústria 4.0, inteligência artificial, internet das coisas, machine learning, entre outros, lembraram os presentes, que estamos numa sociedade em aperfeiçoamento constante, que necessita se modernizar sem excluir, precisando de governos mais sólidos e robustos, que proporcionem cenário seguro para o desenvolvimento empresarial, o que realmente gera empregos e oportunidades.

Finalizando, a Presidente agradeceu a presenta de todos, em especial ao Dr. Barat, que mesmo ausente, se dispôs a contribuir com o debate, lembrando que em 2022 teremos mais oportunidades e, desejando que seja uma Ano repleto de boas oportunidades.

 

 

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